06 de novembro, de 2007 | 00:00
Sociedade civil elege delegados
Representantes irão escolher conselheiros da Assembléia Metropolitana
IPATINGA - A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) realizou, ontem à tarde, mais uma etapa da implementação da Assembléia da Região Metropolitana do Vale do Aço (Amevale). O Colégio Assedipa sediou a eleição dos 100 delegados da sociedade civil que irão representar Ipatinga, Santana do Paraíso, Fabriciano e Timóteo na 1ª Conferência da Região Metropolitana (CRMVA), marcada para os próximos dias 12 e 13. O evento conta com a parceria da Assembléia Legislativa de Minas Gerais e será realizado no Centro Cultural Usiminas. A partir da realização da conferência, a região passará a contar com uma nova estrutura de gestão das políticas públicas, com a participação da sociedade e dos poderes executivo e legislativo do Estado e dos municípios. As eleições de ontem reuniram lideranças dos quatro municípios da CRMVA e contaram com centenas de candidatos de diversas esferas da sociedade. As votações foram precedidas de uma reunião coordenada pela subsecretária de Desenvolvimento Metropolitano, Maria Madalena Franco Garcia, que também apresentou a programação da conferência. O público presente superou as expectativas. Conforme a subsecretária, o número de candidatos inscritos na região foi maior do que o de delegados que concorreram às vagas na Assembléia Metropolitana de Belo Horizonte, que representa os 34 municípios no entorno da capital mineira. Foram 262 inscrições no Vale do Aço, praticamente o dobro do que tivemos em Belo Horizonte. Isso demonstra o nível de comprometimento da população e o quanto a sociedade está interessada na criação efetiva da Amevale”. Conforme ela, 100 delegados da sociedade civil terão direito a voto e irão eleger dois membros para o Conselho de Desenvolvimento Metropolitano da Amevale. Eles irão participar efetivamente do planejamento da RMVA”, explica. Após a conferência dos dias 12 e 13, outros procedimentos darão andamento ao funcionamento da Amevale. O acompanhamento do Estado no processo será feito através da criação de uma Agência Metropolitana, órgão técnico que ficará responsável pelos planos e programas de desenvolvimento e pela elaboração do Plano Diretor Regional. RepresentatividadeNo entendimento da subsecretária, o grande comparecimento de representantes da sociedade civil às eleições de ontem não é um fato relacionado a interesses políticos ou partidários. Para Madalena, as eleições municipais e a implementação da Amevale são processos distintos. A instalação do arranjo institucional que prevê a criação da assembléia é de competência do Estado, e nós ainda não realizamos a conferência da RMVA porque a Subsecretaria só foi criada este ano”. Ao contrário do que foi dito pelo presidente da Câmara, o vereador Nardyello Rocha, a instalação da Amevale não permitiria, de maneira imediata, a tarifação única do transporte público intermunicipal. Para que isso seja feito, é preciso fazer um estudo técnico para avaliar as necessidades. Em Belo Horizonte, por exemplo, a tarifa única não é uma realidade e estamos em fase de planejamento para proporcionar esse benefício à população”, disse. Além da posse do Conselho de Desenvolvimento, a conferência irá regulamentar o Fundo de Desenvolvimento Metropolitano. Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Dilzon Melo, a CRMVA propiciará instrumentos eficazes no desenvolvimento de uma estratégia metropolitana consistente para a região do Vale do Aço, que é a segunda região industrial do Estado. Os problemas dos municípios da região são predominantemente comuns e a gestão integrada assegurará recursos para atender as demandas da população, garantindo também um desenvolvimento econômico sustentável”. A subsecretária Maria Madalena Franco Garcia informa que a implementação do novo arranjo institucional visa fortalecer a Região Metropolitana do Vale do Aço em todos os aspectos: ambientais, socioeconômicos, culturais. Ela também salienta que uma região metropolitana fortalecida institucionalmente terá maior capacidade de obter recursos públicos, bem como atrair investimentos privados”. Lideranças políticas que compareceram às eleições de ontem se misturaram aos diversos representantes de entidades e movimentos populares do Vale do Aço, que foram ao Colégio Assedipa com o objetivo de assegurar uma participação na CRMVA. O produtor rural Gleiser Castro Pontes representou o Setor Popular da Comissão de Políticas Urbanas de Timóteo e acredita nas expectativas positivas prometidas com o advento da CRMVA.Sobretudo, esperamos que o Plano Diretor e o desenvolvimento planejado em âmbito regional irão trazer investimentos e alavancar as atividades agrícolas do Vale do Aço. Estas localidades carecem de infra-estrutura e de ações que possam sustentar o fomento do agronegócio. A região também sofre com movimentos migratórios, de moradores do campo que vêm para a cidade em busca de melhores condições de vida. Em tese, deveria acontecer o contrário, porque a zona rural oferece potencialidades econômicas e sociais para a sua população”, disse Gleiser.Por sua vez, a presidenta do Movimento de Mulheres de Ipatinga (MMI), Tereza Paula da Silva, aposta na união que a Amevale irá oferecer às entidades do Vale do Aço. Sabemos que existem problemas comuns a todas as mulheres do Brasil, e o advento de uma assembléia que regionaliza as políticas públicas só pode ter efeitos benéficos”, disse Silva.
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