13 de novembro, de 2007 | 00:00

Reforço na infra-estrutura

Defesa Civil se organiza para enfrentar período chuvoso em Fabriciano

Fotos: Roberto Bertozi


Homens já atuam em algumas encostas a fim de evitar problemas de deslizamentos na época das chuvas
FABRICIANO - As chuvas vêm aí. O coordenador da Defesa Civil em Coronel Fabriciano, Irnac Valadares, entende que a forte onda de calor registrada nas últimas semanas ‘prepara’ o Vale do Aço para o encontro com muita água. “Ainda nesta semana, pelos índices que estudamos, o feriado de 15 de novembro vai ser de muito sol e calor, mas com algumas pancadas de chuva em alguns pontos. Mas isso é normal, já que a umidade está bastante elevada”, afirma Valadares.Em relação à temperatura, os 34º vistos na tarde de ontem não devem se repetir, mas o calor continua em toda a região. Para hoje, em Coronel Fabriciano, conforme o Instituto ClimaTempo e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura deve variar entre 26º e 29º. “O calor continua, mas as chuvas parece que não chegam nesta semana. Mas essa indefinição, de certa forma, é boa para Fabriciano, já que estamos concluindo algumas obras de infra-estrutura”, destaca o coordenador da Defesa Civil.Conforme as previsões de momento, as chuvas devem aparecer mesmo nos últimos dias de novembro. O problema, segundo Irnac Valadares, não são as precipitações, comuns no período, mas os transtornos que elas costumam acarretar. “Em todas as cidades do Brasil a chuva vai cair. Em Fabriciano, mesmo com todas as reformas na infra-estrutura, ainda existem aqueles velhos problemas de falta de conscientização. Lixo, entulho e sobras de construção depositados em áreas próximas a rios e córregos, cortes irregulares de encostas, edificações em barrancos. Tudo isso favorece inundações, deslizamentos”, explica Valadares. 

Irnac Valadares faz algumas avaliações para os próximos dias e diz que temperatura fica na casa dos 30º nessa semana
ColetivoNa avaliação do coordenador da Defesa Civil, é preciso que a comunidade trabalhe em sintonia com o município na tentativa de evitar a ocorrência de deslizamentos e desabamentos que, muitas vezes, resultam em mortes. Segundo ele, há muitas construções irregulares em encostas, o que dificulta o acesso e os trabalhos de socorro da Defesa Civil. Em 2005, por exemplo, a aposentada Eni Rosa da Silva, 62, morreu após um deslizamento na rua Paracatu, bairro Universitário.“No caso de cortes irregulares em encostas, a natureza tem por necessidade se readequar, por isso esses deslizamentos acontecem. A incidência de desmoronamento em áreas onde não há ocupação irregular é quase mínima”, diz. Além do mais, lembra Irnac, é preciso que a população se oriente e procure a Prefeitura antes de assinar qualquer contrato ou comprar algum terreno. “Muitas pessoas compram lotes em áreas que certamente a administração não liberaria. Além de não ser legal, pode trazer graves conseqüências no futuro”, conclui Irnac Valadares.
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