13 de novembro, de 2007 | 00:00

Impasse pode levar a dissídio

Empregados do comércio realizam assembléias decisivas nesta terça

Arquivo/DA


Antônio Ademir defende que direito a creche, vale-refeição e plano de saúde são questões mais urgentes
IPATINGA - O Sindicato dos Empregados do Comércio e Serviços de Ipatinga (Seci) realiza nesta terça-feira, às 12h e 19h, em sua sede, no Centro, uma assembléia destinada a ouvir a opinião da categoria sobre a campanha salarial 2007. À tarde, às 14h, diretores de Seci e do Sindicato dos Empregados do Comércio de Timóteo e Coronel Fabriciano (Secteo) participam de uma reunião com o Sindicato do Comércio do Vale do Aço (Sindcomércio), no Centro de Fabriciano. A finalidade dessa reunião com o sindicato patronal é discutir as cláusulas sociais da pauta de reivindicações da campanha salarial 2007. O presidente do Seci, Antônio Ademir, lamenta que as negociações estejam se arrastando desde agosto. “Até o momento, o sindicato patronal não demonstrou interesse em atender às cláusulas sociais da categoria. As mais urgentes são direito a creche, vale-alimentação e plano de saúde”, resume Ademir.Embora ainda não queira falar em dissídio coletivo, Antônio Ademir diz que a reunião de hoje deve ser decisiva para definir se haverá ou não uma investida mais ousada por parte do sindicato. “Já são três meses sem avanço nas negociações. O dissídio coletivo é a última alternativa para a categoria, mas ainda esperamos que na reunião de amanhã (hoje) haja avanços”, afirma. No que diz respeito às cláusulas econômicas, o Seci também reivindica salário de R$ 550, enquanto o sindicato patronal oferece R$ 424. Conforme Antônio Ademir, outras questões ainda geram impasse entre empregados e o sindicato patronal. “Para os demais salários, os comerciários reivindicam 12% de reajuste e o Sindcomércio propõe 6,5%. Quanto à participação nos lucros, o Seci reivindica um salário no retorno das férias de 2008 e 2009. Já o sindicato patronal oferece R$ 80 a serem pagos em dezembro de 2007 e dezembro de 2008”, detalha Antônio Ademir. Sobre creche, vale-refeição e cursos profissionalizantes, dentre outras reivindicações sociais, os patrões sugerem discutir em outro momento.
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