23 de novembro, de 2007 | 00:00

Proximidade da eleição leva políticos e assessores a workshop sobre marketing

Roberto Bertozi


Assessores, prefeitos, vereadores, prestigiaram o I Workshop voltado para campanhas eleitorais
IPATINGA - Dicas para organizar uma campanha eleitoral vitoriosa, estratégias nos períodos que antecedem a eleição e a importância da mídia em todo esse processo. Idéias como estas foram transmitidas aos participantes do I Workshop de Marketing Político, evento que teve início ontem e que segue nesta sexta-feira, 23, no Hotel Independência.Dentre o público-alvo, políticos, assessores, líderes sindicais, além de estudantes e professores de comunicação. Presentes o prefeito e o vice em Coronel Fabriciano, Chico Simões (PT) e Antônio Eugênio (PSDB), o prefeito de Belo Oriente, Pietro Chaves (PDT), a vice-prefeita de Ipatinga, Mariza Gravina (PV), além de vereadores, secretários e assessores.O encontro foi aberto com publicitário e jornalista, Chico Santa Rita, conceituado marqueteiro, com diversas assinaturas de importantes campanhas, como a do ex-presidente Fernando Collor de Melo, em 1989, e os vitoriosos trabalhos da manutenção do presidencialismo e o plebiscito sobre o desarmamento. Na palestra ‘Uso da mídia nas campanhas eleitorais’, Santa Rita falou das ferramentas para que as ações dos políticos cheguem até aos eleitores.Na palestra da tarde, o cientista político Rubens Figueiredo falou sobre as jogadas geniais do marketing político, as propagandas realizadas de maneira errada, a importância das pesquisas, além das limitações legais e as verdades e mentiras nas campanhas. “É importante dizer que o marketing não elege ninguém, mas ajuda determinado candidato a conquistar muito mais votos com um trabalho em sintonia com um marqueteiro”, explica o autor de vários livros direcionados ao tema.Propaganda de um político para garantir uma boa imagem pública, o marketing vai ainda mais além, uma vez que não deve ser realizado apenas em época de eleição.“Marketing bem feito ao longo de todo o tempo para quem está à frente de uma prefeitura, por exemplo, é fundamental para trabalhos futuros. Manter uma boa imagem certamente ajuda a vencer uma eleição”, acredita Pietro Chaves, prefeito de Belo Oriente.Para o assessor de Comunicação da Prefeitura de Coronel Fabriciano, Ângelo Lana Cola, é impossível pensar em eleições sem associá-la ao marketing, mas, na avaliação do profissional, ela não é tudo. “Não basta apenas criar milhares de folhetos e distribuir à população na tentativa de melhorar a imagem de determinado candidato. Em Fabriciano, o prefeito opta sempre pelo contato direto com os eleitores, por acredita que a melhor política é o discurso e o corpo-a-corpo”, avalia Cola.EstratégiasNa avaliação de Rubens Figueiredo, as pessoas ligadas ao marketing de determinado candidato devem ficar atentos aos movimentos dos adversários, já que os erros cometidos por eles podem servir de ponto positivo numa eventual resposta política. “É bom trabalhar em cima dos erros dos outros políticos, caso aconteçam, mas não se deve fazer disso uma máxima. Mais importante é saber valorizar o próprio candidato”, adverte o cientista,  explicando ainda que todo o processo eleitoral deve ser monitorado. Ele destaca também que é muito mais complicado para os responsáveis pelo marketing manter o candidato no topo das pesquisas, quando já se larga com ampla vantagem. “Mas isso implica no conhecimento do contexto de cada cidade. A cultura local é muito importante nessas horas. O que não deve ser feito é o candidato que está à frente nas pesquisas, e o que está atrás também, ‘bater’ demais na campanha do adversário”, ensina. “O efeito contrário pode ser devastador”, completa.Canais de comunicaçãoPara o prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões, a organização e o planejamento de uma campanha são fatores importantes para se alcançar a vitória. Mesmo assim, não tem como hábito contratar um marqueteiro e aposta no contato com o povo para vencer as eleições. “Não adianta de nada ter um bom marketing se o candidato não tiver carisma e agradar à população. Tem que saber lidar com os eleitores e fazer isso de maneira natural. É assim que procuro agir nas minhas campanhas”, salienta Simões.
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