28 de novembro, de 2007 | 00:00

Em busca de entendimento

Negociação salarial dos metalúrgicos de Timóteo sob mediação da DRT

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Negociação salarial dos metalúrgicos da ArcelorMittal Timóteo parada há um mês
TIMÓTEO - Reunião às 15h30 desta quarta-feira, na Delegacia Regional do Trabalho, em Belo Horizonte, discute o impasse na campanha salarial 2007 dos metalúrgicos da ArcelorMittal Timóteo. Falta consenso entre representantes dos trabalhadores e da empresa sobre as negociações iniciadas em outubro. A data-base, que era primeiro de novembro, foi prorrogada para 30 de novembro. Como o prazo encerra na próxima sexta-feira, a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita) solicitou a mediação da DRT na negociação. Na última vez em que representantes da siderúrgica e do sindicato estiveram reunidos foi apresentada uma contraproposta que prevê correção dos salários pelo índice do INPC acumulado no período de 1º de novembro de 2006 a 31 de outubro de 2007, em 4,47%, mais aumento real de 1,75%. E ainda Participação nos Lucros (PLR 2007) no valor de R$ 3.600 mais 80% do salário nominal, com garantia mínima de R$ 4.800. Desse valor seriam descontados R$ 1.300 adiantados no mês de julho. Além disso, manutenção das cláusulas sociais e trabalhistas em vigor até agora.A proposta foi rejeitada em assembléia geral dos trabalhadores e, desde então, persiste o impasse que há um mês inviabiliza avanços.BenefíciosA ArcelorMittal Timóteo insiste que a contraproposta global para fechamento de acordo, apresentada dia 22 de outubro, está entre as melhores do mercado brasileiro. A direção da empresa afirma em material distribuído aos empregados que a proposta, se analisada em seu conjunto, revela uma série de benefícios oferecidos por poucas companhias no país. Segundo a empresa, o Programa de Assistência à Saúde registrou 11,6 mil beneficiários em 2006, entre empregados e dependentes, e recebeu investimentos de R$ 14 milhões. A sua Previdência Privada tem 3,8 mil participantes e no ano anterior as contribuições da ArcelorMittal – Aços Inoxidáveis e Elétricos Brasil para a Aceprev somaram R$ 5,6 milhões.ExpectativasA diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo, no entanto, afirma que um dos principais tormentos dos trabalhadores na atualidade, o turno fixo de trabalho, está fora das discussões. O presidente do Metasita, Carlos Vasconcelos, afirma que na reunião de hoje na DRT há expectativa de que seja ajustado um compromisso em relação à jornada de turno.“Para fecharmos a campanha salarial de uma vez e acabarmos com essa preocupação queremos pelo menos a garantia da empresa de que haverá a discussão sobre o assunto. Defendemos uma consulta prévia para vermos a satisfação dos metalúrgicos em relação ao turno fixo e que seja criada uma alternativa”, explica o sindicalista.Vasconcelos também disse não acreditar na possibilidade de a negociação virar dissídio na Justiça. “É um instrumento importante, mas acreditamos na continuidade da negociação para encerrarmos essa campanha de vez”, conclui Carlos Vasconcelos.Negociações em IpatingaNa sexta-feira, dia 30, também termina o prazo da data-base dos metalúrgicos da Usiminas, em Ipatinga. Sem avanços na negociação até agora, o Sindipa prepara assembléia na sexta-feira às 17h, para discutir o encaminhamento a ser dado ao caso. O presidente da entidade, Luiz Carlos de Miranda, não tinha, até o fim da tarde passada, previsão de nova reunião com a direção da Usiminas para discutir a campanha salarial.Amanhã, quinta-feira, acontece às 17h assembléia com os trabalhadores da Usiminas Mecânica (UMSA). A empresa avançou no item econômico da contraproposta e agora oferece 4% de correção salarial a partir de 1º de dezembro, mais 2% a partir de 1° de fevereiro, compensação financeira de R$270 e antecipação da PLR no valor de 20% do salário-base mais R$ 100 lineares.Essa é a segunda contraproposta da UMSA a ser colocada em avaliação pelos empregados. Também amanhã, quinta-feira, às 15h, diretores do Sindipa se reúnem com os representantes das empreiteiras. Os trabalhadores reivindicam: 12% de correção salarial; retorno de férias; abono salarial e piso salarial de R$ 580.Alex Ferreira
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