07 de dezembro, de 2007 | 00:00
Situação de reservatório preocupa
Forquilha inicia série de encontros para proteção de nascentes
Fotos: Wôlmer Ezequiel
O gerente regional da Copasa, Franklin Mendonça, acredita que a adesão da população está próxima de acontecer
IPATINGA - O Centro de Treinamento (Cepai), no bairro Forquilha, sediou na tarde de ontem um encontro entre a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), a Infrater, a Companhia de Abastecimento e Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Associação de Moradores, para discutir a situação ambiental das nascentes no bairro.O encontro será repetido outras vezes, em sintonia com o empenho de produtores rurais e da população que vive em torno de nascentes, para que medidas de preservação sejam tomadas. É uma tentativa de proteger as nascentes, manter o meio ambiente em harmonia e inserir os produtores no esforço de preservação. O mais importante é que as pessoas estão entendendo o contexto dessas reuniões”, diz Valmir Galli, chefe de gabinete do Sesuma. O próximo encontro com produtores acontece em janeiro, ainda sem local definido.Na avaliação do presidente da Associação de Moradores do Forquilha, Márcio Vieira, o encontro demonstra a preocupação da Prefeitura de Ipatinga com o meio ambiente. É importante valorizar. Estamos numa área com grande proporção de água e sabemos da importância da preservação. Esperamos que esses encontros permitam uma solução rápida, para que se evite o uso inadequado desse bem que a cada vez se torna mais escasso”, explica Vieira.O presidente da associação diz ainda que é preciso tomar providências em relação aos animais que pastam próximo às nascentes, uma vez que a água utilizada pela comunidade vem direto do reservatório localizado acima do Cepai. Não há tratamento, cloração, filtração ou qualquer outro tipo de cuidado. Por isso, pedimos que os produtores rurais não deixem os animais soltos próximo às nascentes”, frisa Márcio Vieira.AdesãoO encontro foi marcado também por uma rodada de conversas entre a Copasa e a população do Forquilha. A estatal negocia com a Prefeitura o encargo de assumir o controle da distribuição de água no bairro.
Galli: as discussões são importantes para a preservação
Conforme o gerente regional da Copasa, Franklin Mendonça, a situação continua emperrada” devido à falta de adesão dos usuários. Só entramos no bairro quando passarmos a exercer todo o controle do sistema. Não se pode levar água a uma família e o vizinho continuar pegando água do atual reservatório”, explica.O gerente fala ainda que a Copasa vai assumir o controle da nascentes, evitando assim que as pessoas continuem a ter acesso à água bruta. A canalização do córrego Forquilha está quase finalizando, o que já vai melhorar o sistema de esgotamento no bairro”, esclarece.Risco de doençasO gerente regional da Copasa explica também que o fato de as pessoas utilizarem água sem nenhum tratamento aumenta o risco de contaminação, já que é notório que animais utilizam da mesma água que a chega à população. Esse é apenas mais um agravante e é claro que a Copasa trabalha com a idéia de evitar esse problema. Mas, para entrar de vez no bairro, é preciso a adesão da maioria”, pontua Mendonça. Segundo ele, enquanto as pessoas da parte baixa do Forquilha utilizam água de maneira inadequada, enchendo poços artesianos, tanques para criação de peixes, piscinas e lavando carros, a comunidade que vive na parte mais alta do Forquilha sempre fica sem água.
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