07 de dezembro, de 2007 | 00:00

Metalúrgicos têm assembléia na segunda

IPATINGA - A campanha salarial dos metalúrgicos da Usiminas permanece indefinida. O presidente do Sindipa, Luiz Carlos de Miranda, informou que até a tarde de ontem não havia avanços no sentido da retomada da negociação. Os metalúrgicos querem ampliação do abono e do ganho real para fechamento do acordo coletivo 2007/2008. Luiz Carlos confirma que, em comum acordo com a empresa, houve prorrogação da data-base da categoria até o dia 10 de dezembro, segunda-feira que vem. O sindicalista confirmou que já convocou assembléia geral para o próximo dia dez, às 17h30, para deliberar sobre os rumos da campanha. Até lá, espera-se que a direção da Usiminas tenha apresentado nova contraproposta. “Caso contrário teremos que consultar os metalúrgicos sobre o caminho a tomar, se partimos para o dissídio coletivo ou adotamos outro encaminhamento”, explicou.Na última contraproposta, rejeitada por 53% dos trabalhadores em assembléia, a empresa se propunha a dar correção de 3,5% para os salários de 31 de outubro, a ser paga a partir de 1º de dezembro, mais 3,5% sobre os salários de 31 de outubro, incorporados a partir de 1º de fevereiro. A empresa previa, ainda, pagamento de compensação no valor de 20% do salário-base de 31 de outubro, com um mínimo de R$ 500. “Vamos insistir para que o abono seja em torno de R$ 2 mil, e o aumento real, de 3%”, afirma o sindicalista.Dissídio na ArcelorEnquanto isso, metalúrgicos de Timóteo aguardam a convocação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para a reunião de conciliação, antes de levar adiante o processo impetrado pelo Sindicato dos Metalúrgicos (Metasita). Após dois meses de negociação, a campanha emperrou entre a contraproposta oferecida pela ArcelorMittal Timóteo e a insistência dos trabalhadores na ampliação de alguns itens. O secretário-geral do Metasita, Gildásio José Ribeiro, lembra que um dos propósitos do TRT é buscar a conciliação. “E a nossa expectativa é que no TRT sejam reiniciadas as negociações, porque elas foram paralisadas e não aconteceram mais”, explica.O sindicalista nega, no entanto, que a reabertura da discussão sobre jornada fixa de trabalho na siderúrgica seja o único motivo do impasse. “Ninguém nega que essa questão seja fundamental para nós. No entanto, não é só isso. O aumento real oferecido pela empresa em Timóteo é bem menor, quase 1 ponto percentual abaixo do que foi oferecido pela ArcelorMittal em João Monlevade e em Juiz de Fora. Portanto, não é só a jornada que agarra o fechamento do acordo. Há outras cláusulas ainda, por exemplo, como a distorção do valor mínimo de PLR pago em João Monlevade (R$ 5.500), enquanto em Timóteo a proposição é de R$ 1,8 mil. Queremos avanços”, reforça o sindicalista.
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