20 de dezembro, de 2007 | 00:00
Dólar reduziu faturamento, mas indústria se manteve aquecida
IPATINGA - A valorização do real frente ao dólar atinge de forma negativa os resultados da indústria do Leste Mineiro, que inclui o Vale do Aço e do Rio Doce. Pesquisa Index Regional divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) revela que o setor na região possui melhor desempenho que a média do Estado em todos os indicadores, com exceção do faturamento. Segundo o presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, isso acontece porque o Vale do Aço concentra grandes empresas exportadoras. As vendas são feitas em dólar, mas o dinheiro entra no Brasil em real. Quem vende 100 dólares em mercadorias e antes recebia 230 a 250 reais, agora está recebendo somente 190 reais”, explica o empresário. Araújo frisa, no entanto, que o impacto varia conforme a indústria, pois também depende dos seus custos atrelados ao dólar. Ele ressalta ainda que algumas empresas se adaptaram à nova realidade do mercado em 2007. É o caso da Usiminas que aumentou sua participação no mercado interno em cerca de 10 pontos percentuais e reduziu as exportações. Segundo a pesquisa da Fiemg, entre janeiro e outubro deste ano o faturamento aumentou 4,99% no Leste Mineiro, enquanto em todo o Estado o índice chegou a 8,86%. Na região, o crescimento foi puxado pelas vendas para o próprio mercado interno. Quando o assunto são os indicadores diretamente ligados à produção, o Vale do Aço leva vantagem. A pesquisa Index Regional aponta que o nível de emprego subiu 7,71%, as horas trabalhadas 14,82% e a utilização da capacidade instalada está em 91,63%. Isso demonstra um ritmo aquecido para este final de ano. Para efeito de comparação, em Minas os resultados foram 7,64%, 6,41% e 86,37%, respectivamente.
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