04 de janeiro, de 2008 | 00:00
Refrescante” para o comércio
Ventiladores de teto são reprovados em teste, mas continuam atraindo consumidores na época de calor
Bruno Jackson
Os ventiladores de teto continuam com aceitação na população, embora um teste tenha reprovado algumas marcas
IPATINGA - Com o verão a todo vapor e o calor castigando o Vale do Aço nos últimos meses, a venda de ventiladores de teto tem ficado acima da média. Apesar da procura intensa por estes aparelhos, os consumidores têm que ficar atentos a alguns detalhes. A Associação de Consumidores Pro Teste, de São Paulo, realizou um teste com 11 ventiladores de marcas diferentes e, surpreendentemente, todos foram eliminados. A avaliação técnica demonstrou, por exemplo, que o número de pás não está diretamente relacionado com a vazão do vento, pois houve bons e maus desempenhos nos modelos com dois e com três pás. Além da insegurança elétrica - o risco de curto-circuito, que eliminou todos os modelos - vários equipamentos sequer cumprem seu objetivo básico, que é refrescar o ambiente. O resultado do teste surpreendeu porque, desde o ano passado, vem sendo desenvolvido, pelo Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro), um programa de certificação do produto. Foram avaliados pela Pro Teste os modelos Consul C3 L02, Spirit Wind 202, Zayt 202 PN, Aliseu Cores, Arge Cosmos Lunar, Britânia Nevada, Consul C3 L03, Loren Sid Platun, Spirit Wind 302, Tron Búzios Max e Zayt VT 01PC.Sem reclamação O DIÁRIO DO AÇO conversou com alguns lojistas da cidade e constatou que praticamente não há reclamação de clientes com relação à qualidade no funcionamento de ventiladores de teto. Em uma loja especializada na venda deste produto, no bairro Veneza, o gerente Sidney Alves esclarece que a potência da ventilação está ligada à sofisticação do material usado pelos fabricantes.Algumas marcas investem mais em tecnologia que outras. O ventilador da marca Spirit, por exemplo, é feito em material de policarbonato, que possibilita maior ventilação. Além disso, o design de suas hélices é muito mais propício à vazão do vento”, detalhou o comerciante. O problema dos mais sofisticados é o preço. Um ventilador de teto Spirit com duas pás custa na faixa de R$ 250, enquanto modelos mais populares chegam a custar R$ 70. Na loja onde trabalha o gerente Sidney Alves são vendidos três das duas marcas eliminadas na avaliação da Pro Teste. No entendimento dele, o teste é válido e contribuiu com o mercado. Os testes são bons tanto para o cliente como para a gente que vende o produto, contribuindo para que a qualidade dos ventiladores de teto seja ainda mais aprimorada”, ponderou. VendasA venda de ventiladores de teto não poderia estar melhor. Segundo Sidney Alves, sua loja já chegou a vender uma centena de aparelhos em um único dia. Em outubro, quando houve algumas semanas de calor escaldante, vendemos até 100 unidades por dia. A venda continua excelente e a perspectiva é de aumentá-la com o forte calor da região”, comentou.Em uma loja de eletroeletrônicos e eletrodomésticos do Centro, as vendas de ventiladores de teto também têm sido expressivas. Em uma delas, o gerente Ângelo Márcio da Silva revelou que vende cerca de 35 peças por dia. O nosso estoque já acabou e estamos aguardando a chegada de outra remessa. Assim que os ventiladores de teto chegam, eles saem com grande rapidez, pois a procura está alta”, afirmou. DicaDe acordo com Adalberto Marques, gerente de outra loja do Centro, praticamente não há reclamação com relação aos ventiladores de teto. Segundo ele, o que o cliente precisa observar na hora da compra é se deseja uma peça com controle de velocidade e outros itens técnicos que fazem a diferença dos modelos disponíveis no mercado. O índice de defeito é baixíssimo, quase irrisório. O único detalhe que o consumidor precisa ficar mais atento é se quer um ventilador de teto com controle de velocidade ou não, pois isso pode definir a satisfação ou não do cliente com o produto que ele deseja”, salientou.Bruno Jackson
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