11 de janeiro, de 2008 | 00:00
Postos de combustíveis na luta
Iniciativa privada na campanha contra exploração sexual de crianças
IPATINGA O Programa de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Criança e Adolescente” de Ipatinga ganhou reforço ontem, com a decisão do Minaspetro Vale do Aço em aderir à campanha. A proposta é que todos os proprietários de postos colaborem. O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança (CMDCA) explica que em 2007 foram várias ações no sentido de alertar para a importância da denúncia no caso do abuso sexual, quanto conscientizar o abusador da prática do crime. O dirigente regional do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis, Gustavo de Souza, explicou que são cerca de 40 postos em Ipatinga que manterão cartazes com orientações contra a exploração. Ao abastecer, o motorista vai receber material informativo. A prostituição em postos aqui não existe, ocorre nas proximidades dos postos, mas queremos fomentar ainda mais a campanha contra o abuso e a exploração”. Além da campanha, as ações de proteção à criança em Ipatinga vão receber, este ano, injeção de R$ 1,75 milhões por meio do Fundo da Infância e Juventude. PreocupaçãoSegundo dados do CMDCA, 80% dos casos de exploração sexual começam com o abuso sexual. Naquele crime que normalmente começa dentro da residência, sempre sai uma vítima futura da exploração sexual”. Leonardo Oliveira destaca que é uma situação preocupante que atinge todas as camadas sociais e não apenas as classes menos favorecidas, como algumas pessoas pensam. Além disso, o presidente do CMDCA observa que o diagnóstico feito em 2007 mostra que, entre 34% da população abaixo de 18 anos, 5% são vítimas de abuso e exploração sexual. Dentro desse contexto, só no ano passado foram encaminhados 52 casos confirmados aos órgãos de proteção. Para cada caso identificado, acreditamos que existam outros 20 encobertos. Por isso, reforçamos o apelo para que seja feita a denúncia dos crimes”, diz Leonardo. O abuso sexual da criança abaixo de 14 anos é considerado estupro presumido, crime com prisão imediata dos suspeitos, mas no entendimento do dirigente, ocorriam casos e as pessoas não eram punidas.O prefeito Sebastião Quintão, reforçou o apelo contra a impunidade. O malfeitor está sendo aceito pela sociedade. Tivemos um quadro recente em que um cidadão conhecido da sociedade circulou por aí por mais um de ano após a denúncia de exploração sexual. Há casos de pessoas presas mais de uma vez e são soltas sem a devida punição. As medidas contra a exploração têm que vir acompanhadas de uma mudança de comportamento da sociedade”, argumenta o prefeito.
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