13 de janeiro, de 2008 | 00:00

Material escolar aquece economia

Diferença entre os produtos chega a ser o dobro na região

Roberto Bertozi


Escolher bem antes de adquirir o produto é fundamental para não pesar no bolso
IPATINGA - Chegou a hora de o material escolar esquentar a cabeça dos pais. Nessa época, querer economizar em tudo que é tipo de produto pode causar problemas durante as aulas, já que materiais baratos nem sempre representam qualidade. É o que recomenda Warley Duarte Magalhães, proprietário da Marina Presentes, em Ipatinga. “Os pais que querem economizar devem estar atentos para a qualidade do produto, uma vez que os preços variam de fábrica para fábrica. Além do mais, pequenos detalhes num caderno, por exemplo, podem representar o dobro do valor na hora de efetuar o pagamento”, reforça Warley Duarte.Ele lembra também que a correria dos pais no mês de janeiro atrapalha a descoberta por melhores preços, já que, faltando um mês para o início das aulas, as fábricas de materiais escolares elevam o preço dos produtos, o que acaba sendo repassado para os consumidores. “Quem compra primeiro acaba encontrando os melhores preços”, destaca o lojista, salientando que o mercado competitivo é bom para os consumidores, já que as lojas do segmento são obrigadas a oferecer produtos de qualidade e com um preço mais em conta, se não quiserem que tudo vire estoque até o próximo período de vendas.Warley Duarte alerta os pais sobre a importância de não deixar para fazer as compras na última hora, pesquisar os melhores preços, ficar de olho nas promoções oferecidas e, se possível, reunir uma quantidade maior de listas com outros pais para fazer as compras em lojas atacadistas, pedindo descontos quando a quantidade for maior. “Interessante também é explicar para os filhos que nem sempre os produtos de marca são de boa qualidade”, ressalta Warley Duarte.EconomiaPara o lojista, a economia brasileira tem refletido diretamente na vontade do consumidor. Isso porque produtos baratos, mas com qualidade duvidosa, têm ficado nas prateleiras. “Tenho aqui na loja, por exemplo, um conjunto de 24 lápis pretos, por menos de um real. Um mesmo produto, num conjunto de 12, por R$ 2,30, vende muito mais exatamente pela qualidade do material. As pessoas querem economizar, mas não abrem mão de produto de qualidade”, acredita Warley.
Fernando Carvalho


Proprietário de uma loja de materiais escolares, Warley Duarte acredita que o gosto do cliente é que define o preço
Mas existem casos em que o bom gosto acaba deixando a lista bem mais cara. Exemplo disso é o refil fichário branco 96 folhas, da Tilibra, que vale pouco menos de R$ 4. O mesmo produto, mas com desenhos da Walt Disney, colorido, não fica por menos de R$ 7,50. “Nesses casos, é preciso conversar com os filhos para que a lista de materiais não acabe ficando fora da margem de economia de cada consumidor”, orienta.DiferençaProdutos iguais e linhas diferentes. Esse é o grande vilão dos pais na hora de escolher o material escolar dos filhos. Para se ter idéia, um apontador simples, que pode custar de R$ 0,14 na Livraria Leitura, chega a R$ 0,75 em outras casas do ramo. Uma régua de 30 centímetros tem variação no preço de acordo com a qualidade do produto. “A régua de plástico custa, geralmente, R$ 0,20. Uma de acrílico, com muito mais qualidade, vale R$ 1,49. Nesses casos, a mais cara acaba saindo mais em conta, já que a régua de plástico quebra mais facilmente”, detalha o lojista.Codecon de Fabricianodá dicas para comprasFABRICIANO – A Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Codecon) pede atenção dos pais na hora de realizar as compras de material escolar. A pesquisa de preço é imprescindível: de 2006 para 2007, a diferença no mercado chegou a atingir de 200% a 300%. Outra dica importante é verificar a possibilidade de reaproveitar cadernos, livros, lápis de cor e outros materiais. A Codecon informa que nem sempre é obrigatória a compra, de imediato, de todos os itens da lista de material escolar.De acordo com o coordenador do órgão de defesa do consumidor de Coronel Fabriciano, Celso Barbosa Júnior, ainda não foi divulgada nenhuma pesquisa de preço. “É muito importante pesquisar para fazer economia. Uma boa dica é montar grupos de pais para fazer as compras em conjunto. Ao comprar em quantidade maior, as lojas costumam oferecer bons descontos aos consumidores”, orienta.  TransporteNa renovação do transporte escolar também é importante observar as condições do veículo e checar a idoneidade das pessoas que prestam o serviço. “Além disso, devem ser analisadas as cláusulas contratuais, como, por exemplo, se serão incluídos no pagamento os meses de dezembro e julho, que são períodos de férias. É importante discutir as cláusulas contratuais antes da renovação para evitar transtornos”, destaca o coordenador da Codecon.Roberto Bertozi
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