13 de janeiro, de 2008 | 00:00

Demam busca recuperação de nascentes


Nascente do Ipaneminha: áreas degradadas receberão apoio técnico
IPATINGA - Desde dezembro do ano passado, uma equipe de geógrafos está percorrendo vários pontos da zona rural do município para verificar o estado de suas nascentes. Os trabalhos, orientados pelo Departamento de Meio Ambiente (Demam) da Prefeitura e pelos membros do conselho da Área de Preservação Ambiental (APA-Ipanema), irão durar seis meses, para o levantamento de áreas degradadas. O projeto de revitalização e proteção é feito em várias etapas. Para que a equipe possa verificar as condições das nascentes, é preciso o consentimento do proprietário. “Para isto, os donos das terras precisam se cadastrar no Demam. Após a inscrição, os produtores receberão mourões de eucalipto tratado, arame farpado, grampos e mudas de espécies apropriadas. O objetivo é dar o apoio técnico necessário para o desenvolvimento dos trabalhos”, informa a geógrafa Janice Rodrigues Ferreira, responsável pela coordenação das equipes. Após a análise das informações repassadas pelos proprietários, os geógrafos vão a campo para averiguar a situação das áreas. Conforme a coordenadora, o desafio é fazer as informações chegarem até os produtores. “Pelo fato de a maioria morar em lugares ermos, muitas vezes eles acabam com pouco acesso aos meios de informação. Precisamos que haja o interesse deles, mesmo porque sem o consentimento dos produtores não podemos adentrar suas terras”, diz a geógrafa, informando que em Ipatinga existem aproximadamente 572 nascentes cadastradas. Parte delas está em situação de risco, por causa do solo pisoteado pelo gado. “Com isso, há o risco de as nascentes secarem. Outro problema das áreas não cercadas é que o gado faz suas necessidades na água, que contamina o líquido que abastece as casas das propriedades. Na verdade, é arriscado dizer que a água das nascentes da zona rural do município é pura ou limpa, porque a maioria sofre esse agravante”, completa a geógrafa. Além do Demam, outros órgãos e empresas participam do projeto, como Cenibra, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Ministério Público. Paralelamente ao fornecimento de material e apoio para a execução dos projetos, os produtores também receberão instruções sobre a outorga do uso das águas de suas propriedades. “Leis federais exigem uma série de adequações sobre captação, barragens, poços de peixes e piscinas. É uma oportunidade de os produtores se inteirarem dessas regras e evitarem serem multados pela Polícia Ambiental”, finaliza Janice Ferreira. As comunidades que compõem a zona rural de Ipatinga são: Tribuna, Taúbas, Pedra Branca, Morro Escuro, Córrego dos Lúcios, Ipaneminha e Ipanemão.   
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