16 de janeiro, de 2008 | 00:00

Ipatinga fora das dez mais no ranking das exportações

Belo Oriente e Timóteo melhoraram desempenho em relação a 2006

Arquivo/DA


A produção de celulose de eucalipto pela Cenibra é o único produto da pauta de Belo Oriente: crescimento de 28,5%
DA REDAÇÃO - A lista com as dez maiores cidades exportadoras de Minas Gerais em 2007, divulgada ontem, em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), apresenta algumas novidades. Na relação, Belo Horizonte e Ipatinga estão ausentes pela primeira vez nos últimos anos. Em 2006, as cidades ocupavam o 6º e o 7º lugares na lista, mas em 2007 caíram para a 12ª e a 13ª posições, respectivamente, ficando atrás também de Juiz de Fora (11ª colocada, com US$ 529,6 milhões).As exportações na capital passaram de US$ 664,1 milhões em 2006 para US$ 500,9 milhões, uma redução de 24,6%. Já Ipatinga, teve decréscimo de exportações da ordem de 20%, passando de US$ 577,3 milhões em 2006 para US$ 461 milhões no ano passado.Marca históricaPor outro lado, a marca histórica atingida por Itabira e o salto de posições de Ouro Preto chamam a atenção. Na soma, as dez cidades foram responsáveis por 59,7% das exportações mineiras, puxadas, sobretudo, pela cadeia minerometalúrgica. Itabira e Nova Lima, localizadas na Região Central, mantiveram suas colocações em relação ao ano passado, ficando, respectivamente, em primeiro e segundo na lista. Itabira aumentou em 32,4% as exportações e ultrapassou a barreira dos US$ 2 bilhões. Se Itabira fosse uma unidade da federação, os US$ 2,289 bilhões garantiriam o 12º lugar no ranking nacional, suplantando estados como Maranhão, Mato Grosso do Sul e Amazonas. Mais de 99% da pauta de Itabira é composta por minério de ferro e o principal comprador é a China (38,2% de participação). Em Nova Lima o minério de ferro, responsável por 70,3% de participação no total das exportações de 2007 (contra 83,7% em 2006) apresentou recuo de 31,8% nos valores de exportações. Já o ouro, segundo maior produto, registrou aumento na participação (de 14,9% para 27%) e nos valores totais exportados (+47,3%). SurpresaOuro Preto, na Região Central, surpreendeu. A cidade histórica, oitava maior exportadora em 2006, chegou ao terceiro lugar no ranking estadual no ano passado (com US$ 1,29 bilhão, 131,8% de crescimento) em função da exportação de minério de ferro, responsável por 96,5% da pauta. O principal destino dos produtos da cidade foi a China (64,6%).Na seqüência do ranking aparecem Varginha (4º, com US$ 1,1 bilhão), Betim (5º, com US$ 1,06 bilhão), Araxá (6º, US$ 1,01 bilhão), Ouro Branco (7º, com US$ 735 milhões) e Sete Lagoas (8º, com US$ 591 milhões).RegiãoBelo Oriente e Timóteo, ambas no Vale do Aço, melhoraram o desempenho em relação ao ano passado e passaram a figurar entre os dez maiores municípios exportadores. A exportação de celulose, único produto da pauta de Belo Oriente, com crescimento de 28,5%, impulsionou a cidade ao nono lugar da lista (US$ 554, 5 milhões). A cidade vendeu a 14 países como Holanda, China e Japão. Em Timóteo, 10º lugar (com US$ 550,8 milhões), o destaque ficou por conta dos laminados de aço inox, ferro e ligas. Os Estados Unidos compraram mais de um quinto do que foi exportado, mesma quantidade das exportações somadas destinadas à Argentina e à Itália. No geral, as exportações da cidade tiveram aumento de 19,46%. DiversificaçãoAo comentar os resultados divulgados pelo MDIC, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcio de Lacerda, disse que os números demonstram o vigor da economia mineira, que continua crescendo acima da média nacional. Ele frisou a necessidade de prosseguir no trabalho visando a diversificação da base industrial de Minas, tradicionalmente concentrada nos produtos da cadeia minerometalúrgica. O secretário observou que a reversão deste perfil vai começar a ser visualizada com mais nitidez em breve, em virtude dos pesados investimentos anunciados para o Estado e que deverão produzir resultados a médio e longo prazo.
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