17 de janeiro, de 2008 | 00:00

Boletim anônimo vira caso de polícia em Ipatinga

IPATINGA – Em ano eleitoral a população pode esperar de tudo um pouco, desde discursos demagógicos pelas ondas do velho rádio até as negociatas de bastidores. E o ano eleitoral de 2008 promete ser quente. Esta semana uma “pitada” de pólvora foi jogada na fogueira da disputa que se aproxima, mas pode terminar mal para quem for responsabilizado pelo “feito” nada notável em termos de momento democrático.Boletim sem assinatura, fartamente distribuído pela cidade ontem, abre fogo contra onze supostos pré-candidatos a prefeito em Ipatinga. Com ataques pessoais, distribuído na madrugada, o material apócrifo foi parar na mesa da promotora de justiça responsável pela Comarca Eleitoral, Lidiane Duarte Horsth. Imediatamente ela decidiu pedir a instauração de Inquérito Policial para apurar responsabilidades. A promotora confirma que um partido, o PT, também apresentou pedido de providências ao MP contra as críticas feitas no impresso contra três de seus filiados, mas quando isso aconteceu o pedido já havia sido encaminhado à Polícia Civil por iniciativa do Ministério Público da Zona Eleitoral 130.  A promotora lembra que a propaganda eleitoral difamatória é crime previsto no código eleitoral, Lei número 9.504. “Vamos aguardar o retorno dos elementos de apuração. Só então o Ministério Público vai analisar as providências a serem adotadas. Os eventuais responsáveis podem responder tanto na área criminal quanto por abusos”, adverte a promotora.
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