26 de janeiro, de 2008 | 00:00
Reconhecimento mundial
Parque do Rio Doce próximo da Lista Ramsar
Divulgação/RKG
O Parque do Rio Doce possui grande potencial para entrar na Lista Ramsar: previsão é que isso ocorra ainda neste semestre
BELO HORIZONTE - O Parque Estadual do Rio Doce (PERD), administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), deu mais um importante passo para sua inclusão na Lista Ramsar. Gerida pela Convenção de Ramsar, a lista é um tratado internacional entre países sobre conservação e uso racional de zonas úmidas. A técnica da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Maria Carolina Hazin, esteve na região, na quinta-feira (24), e garantiu que as chances de o parque se tornar um Sítio Ramsar são grandes. A Convenção de Ramsar foi criada em 1971, na cidade iraniana de mesmo nome, e reúne, em todo mundo, zonas úmidas de importância ecológica, as quais figuram entre os ambientes mais produtivos do mundo e são consideradas armazéns naturais de diversidade biológica. O Brasil aderiu à Convenção em 1993 e, atualmente, existem oito Sítios Ramsar no país. PotencialDe acordo com Maria Hazin, após a visita e o reconhecimento da área, o MMA fará um questionário padrão que será preenchido pelo IEF e encaminhado, junto com a proposta de inclusão do PERD, para o Ministério de Relações Exteriores. O Itaramaty, por sua vez, mandará para o Secretariado do Ramsar, localizado na Suíça, onde será feita a análise do processo. O Parque do Rio Doce tem um grande potencial para entrar na Lista Ramsar. A previsão é que isso ocorra ainda neste semestre”, informou a técnica. Durante a visita, Hazin sobrevoou a região do PERD, obteve mais informações sobre as características da unidade e explicou sobre a Lista Ramsar, as obrigações dos países membros e os benefícios da inclusão de áreas na mesma. A técnica do MMA esclareceu que qualquer categoria de unidade de conservação (UC) pode ser inserida na Lista. Para entrar na Lista Ramsar, o país precisa se comprometer a manter as características ecológicas das áreas, não permitindo alterações na dinâmica do sistema natural e, por este motivo, optou-se por priorizar as UCs sobre outras áreas não formalmente protegidas” explicou. InvestimentosLocalizado no Leste do Estado, em uma região que se configura como o terceiro maior ecossistema lacustre do Brasil, o PERD possui 40 lagos naturais e é o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Estado. De acordo com a diretora de Áreas Protegidas do IEF, Aline Tristão Bernardes, apenas em 2007 o IEF investiu cerca de R$ 1,5 milhão no PERD. Centros de pesquisa, de apoio a visitantes e de fiscalização foram construídos e a área de camping, o restaurante e o centro de manutenção foram reformados. Com a inclusão na Lista Ramsar, o Parque do Rio Doce ganha reconhecimento internacional e amplia as possibilidades de investimento em sua área, inclusive para pesquisas”, concluiu Maria Hazin.
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