03 de fevereiro, de 2008 | 00:00
Conta de água mais cara 7,56% a partir de março
DA REDAÇÃO - Os clientes residenciais da Copasa, que constituem cerca de 90% de todos os consumidores da empresa, terão o reajuste anual de suas contas, a partir do dia 2 de março, de acordo com a inflação de 7,56% medida pelo IGP-M. O impacto na classe residencial, para quem utiliza serviços de água e esgoto, representará um acréscimo de R$ 0,06 por dia, ou R$ 1,88 ao mês, para consumo mensal de até seis mil litros de água. Nesta faixa encontram-se cerca de 3,2 milhões de pessoas, quase 30% dos consumidores atendidos pela empresa.Para os consumidores residenciais que utilizam 15 mil litros de água por mês, o impacto do reajuste será de R$ 0,15 por dia. Cerca de 80% dos clientes residenciais da empresa, ou seja, 9,5 milhões de pessoas, consomem até 15 mil litros mensais.Já os 10% de consumidores enquadrados nas categorias comercial, industrial e pública terão reajuste variável. Desta forma, o reajuste médio será de 9,47%. Em nota à imprensa, a Copasa justifica o reajuste em função do aumento de preços de insumos importantes e indispensáveis, em níveis bem acima da inflação, ampliou os gastos da companhia”. Os preços de produtos químicos utilizados nos processos de tratamento de água e esgoto sofreram alterações significativas em 2007. O sulfato líquido, por exemplo, subiu 125%; o cloro líquido 23%; o ácido fluossilícico 24% e o coagulante líquido quase 20%. Já o cimento subiu 76%”, destaca o comunicado. RankingMesmo com o reajuste, a Copasa alega que suas tarifas de água continuam entre as menores do Brasil. Na categoria comercial apenas uma empresa brasileira, em um total de 25, tem tarifa mínima menor que a da companhia mineira. Na categoria industrial ela ocupa o 21º lugar e no setor público a tarifa de Minas Gerais é a mais barata do país.Já na categoria residencial, a Copasa ocupa o 14º lugar entre as empresas de todo o Brasil. Isso sem considerar os preços com descontos de até 55%, concedidos a clientes classificados na categoria social com baixo consumo e que moram em imóveis com características de baixa renda.
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