15 de fevereiro, de 2008 | 00:00
Horário de Verão termina domingo
Cemig mostra números sobre economia de energia no Estado e no país
IPATINGA - O Horário de Verão 2007/2008 termina à zero hora deste domingo, 17. Com isso, à meia-noite deste sábado, 16, os relógios deverão ser atrasados em uma hora. Na atual edição, em vigência desde 14 de outubro do ano passado, houve a adesão dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e o Distrito Federal. Os Estados do Nordeste ficaram de fora, juntamente com os do Norte, visto que o Ministério de Minas e Energia (MME) avaliou que os benefícios seriam insignificantes para essas regiões. Ao todo, serão 126 dias de duração do Horário de Verão, 14 dias a mais do que na versão passada. Dados fornecidos pela Cemig em outubro revelavam a expectativa de uma economia de 0,5% de energia em Minas Gerais. Essa economia é suficiente para abastecer, durante um mês, duas cidades do porte de Sete Lagoas ou Uberaba, que juntas têm uma população estimada de 510 mil habitantes. Para o consumidor residencial, a economia se dá na menor utilização da iluminação artificial, que pode chegar a uma redução de até 5% no consumo mensal de energia. De acordo com o analista de relacionamento com clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em Ipatinga, Romero José Alvarez, a energia elétrica economizada no Brasil durante o Horário de Verão é suficiente para abastecer consumidores residenciais de Teófilo Otoni, Governador Valadares, Ipatinga e João Monlevade por 713 dias”. O analista informa ainda que a economia de energia se dá, principalmente, pela redução do consumo no horário considerado de pico, das 18 às 22h.MelhoriaNa avaliação de Romero Alvarez, a economia de energia elétrica durante o Horário de Verão permite que a Cemig melhore os serviços prestados aos seus clientes. Com esta economia a empresa passa a gastar menos na geração de energia e passa a investir em melhoria da infra-estrutura das redes elétricas”, destaca. O analista da Cemig acrescenta que o Horário de Verão possibilitou uma menor utilização da iluminação artificial na região, com redução do consumo de energia, principalmente, nas classes de consumidores residenciais e comerciais. População não crê em economia significativaPassado o período inicial de adaptação, o Horário de Verão torna-se indiferente para a maioria das pessoas. O DIÁRIO DO AÇO constatou que poucos mudam seus hábitos em função do novo horário. No início o horário mexe um pouco com a gente, principalmente pela manhã, mas depois é normal. Não há alterações”, afirma a empresária Maria Aparecida Teixeira de Pinho, 42 anos. Para ela, o governo divulga muito pouco sobre os benefícios do Horário de Verão e quando ele vai acabar. Este Horário vai terminar neste fim de semana, mas poucas pessoas estão sabendo. Parece que não há preocupação em divulgar. O governo também não investe em um trabalho de divulgação e conscientização sobre a necessidade de economia de energia”, avalia a empresária.Em relação ao consumo de energia elétrica, os entrevistados não crêem que haja economia significativa. O que o governo e as companhias energéticas divulgam sobre economia de energia é tudo maquiagem. O valor da conta de energia elétrica lá de casa, por exemplo, não diminuiu em nada”, diz o estudante universitário Fábio Batista, 28 anos. Paulo Francisco Filho, 19, e Wagner Dias Castro, 19, colegas de Fábio Batista, também não acreditam em economia significativa. Se houver alguma diferença, ela é muito pequena”, acredita Paulo. Ainda segundo Wagner, seus hábitos vão continuar os mesmos a partir de domingo. O Horário de Verão não influencia em nada a minha vida e da minha família. Lá em casa todo mundo chega depois que o sol nasce e depois que ele se põe”, diz.
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