20 de março, de 2008 | 00:00

Troca de aeroporto gera incômodo

Companhia atrasa a vida de ipatinguenses que voam para São Paulo

Divulgação


Atrasos em vôos geram reclamação contra companhia em Ipatinga
IPATINGA – Usuários dos vôos da OceanAir que decolam do aeroporto de Santana do Paraíso reclamam dos constantes atrasos nas viagens para a capital paulista. Desde 2004 a OceanAir é a única a oferecer a viagem entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e de Santana do Paraíso. Mas os atrasos de duas horas, em média, nas decolagens nos dois sentidos, são alvo de protesto dos passageiros.Semana passada um leitor procurou o DIÁRIO DO AÇO para pedir que fosse publicado um protesto, a fim de acabar com os constantes atrasos. “Quando o avião chega a São Paulo após as 23h, não pode aterrissar em Congonhas e o pouso é feito no aeroporto de Guarulhos. Isso provoca atrasos enormes para quem tem compromissos. Por causa desse desvio, quinta-feira passada cheguei por volta das 3h da madrugada ao hotel onde estaria antes da meia-noite se o pouco ocorresse em Congonhas”, reclama o passageiro, que pediu para não ser identificado. Ao custo de R$ 449, o vôo tem previsão de saída de Santana do Paraíso às 20h35 e chegada a Congonhas às 22h35.Mas a semana passada parecia mesmo destinada a dar problemas em viagem aérea. Passageiros que tiveram atrasada a chegada a São Paulo, na quinta, tiveram que voltar de mini-ônibus para Ipatinga no sábado. O avião que trazia os passageiros tentou pousar por duas vezes no Aeroporto de Santana do Paraíso, não conseguiu teto e pousou no Aeroporto de Confins.CausasNas agências de viagens há poucas, mas freqüentes reclamações sobre atrasos nos vôos entre Ipatinga e São Paulo. Segundo os vendedores, esse tipo de reclamação não é exclusividade da OceanAir e atinge quase todas as companhias aéreas. Na Fox Turismo, avenida João Valentim Pascoal, por exemplo, o diretor Aleirton Soares afirma que um atraso em vôo pode ter muitas causas. “É preciso diferenciar se o atraso é por culpa da companhia ou por outros fatores operacionais”, pontua. Segundo Aleirton, um vôo pode atrasar por problemas técnicos da empresa ou então por razões meteorológicas. “Neste último caso, não adianta reclamar, porque é por questão de segurança. Pode ser que a aeronave não decole enquanto não tiver certeza de que poderá pousar com segurança em Congonhas. A companhia pode preferir esperar em terra, em vez de ficar a dar voltas à espera de condições para descer”, explica.Na tarde passada não foi encontrado nenhum dos responsáveis pela operação da empresa no aeroporto de Santana do Paraíso. As pessoas que poderiam apresentar uma resposta sobre a reclamação ficaram o dia todo fora do guichê. Um funcionário informou, no entanto, que a entrada de novos aviões em operação e planejamento devem melhorar a situação em breve.
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