28 de março, de 2008 | 00:00
Rio Doce destoa em Minas
Wolmer Ezequiel
Amostragem de quatro coletas mostra que rio Doce deixa a desejar em termos de qualidade
DA REDAÇÃO O rio Doce apresenta Índice de Qualidade da Água (IQA) ruim durante o período chuvoso, e este índice passa para os níveis médio e bom nos períodos de seca. Os dados estão no Mapa da Qualidade das Águas de Minas Gerais, realizado em 2007, e divulgado esta semana. O levantamento leva em consideração as quatro campanhas de monitoramento realizadas no início e no final dos períodos seco e chuvoso no Estado. As amostras foram coletadas em 260 pontos existentes nas bacias do rios Doce, São Francisco, Pará, Paraopeba, Velhas, Jequitinhonha, Mucuri, Pardo, Grande, Paranaíba e Paraíba do Sul, o que representa 1.040 conjuntos demonstrativos. O mapa mostra a situação dos recursos hídricos no Estado de acordo com os indicadores de IQA e Contaminação por Tóxicos (CT), identificando a situação encontrada por bacias e também trechos dos rios contaminados ou poluídos e a origem da degradação. Em relação à CT, a bacia do rio Doce atingiu taxa baixa em 78% dos pontos monitorados no ano passado, enquanto em 2006 a CT baixa havia sido observada em 28% das estações de amostragem.IQA médioDe maneira geral, o IQA médio continua predominando em Minas Gerais desde que foi iniciado o monitoramento dos recursos hídricos estaduais, em 1997. A escala de IQA adota as seguintes conceituações: muito ruim, ruim, médio, bom e excelente. No período chuvoso (primeiro e quarto trimestres) é quando se observa uma piora na qualidade das águas e as maiores ocorrências de contaminantes tóxicos. Nesse período, o processo de escoamento superficial transporta os poluentes para os corpos de água, condição agravada pelos solos desprotegidos de mata ciliar. As baciasAlém do cenário geral, o mapa traz um diagnóstico por bacias e em vários rios foram observadas melhorias na qualidade das águas, como no rio São Francisco após a represa de Três Marias. Também foi observada uma redução das concentrações médias da DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), em relação ao ano de 2006, no rio das Velhas. O DBO é um dos nove parâmetros mensurados para se obter o IQA. No rio Paranaíba manteve-se a predominância de IQA bom e CT alto: houve redução da presença de cobre na bacia onde esse metal está presente nos defensivos agrícolas utilizados nos plantios. Situação semelhante foi encontrada no rio Jequitinhonha, cujos índices de contaminação por tóxicos foram bem mais reduzidos que em 2006. Também nos rios Pardo, Mucuri e Pará a melhoria foi significativa: a CT foi baixa em quase 100% das estações monitoradas. Na bacia do rio Paraopeba, em 2007, o IQA permaneceu médio e a taxa de CT baixa, o mesmo acontecendo nos rios Grande e Paraíba do Sul.
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