01 de abril, de 2008 | 00:00

Aumento de 20 mil medicamentos é adiado para o próximo dia 9

Roberto Bertozi


Proprietário de uma farmácia, Kennedy Gonçalves explica que uma semana após o aumento o consumidor já vai sentir no bolso
IPATINGA – Em algumas farmácias da região, grande parte dos medicamentos já começa a sumir das prateleiras. Mas, com o adiamento do reajuste médio de 3,18% que estava previsto para acontecer ontem, especula-se que farmacêuticos vão ter de retornar com os produtos. Pelo menos até semana que vem, a fim de evitar perder vendas.Isso porque a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) informou que o reajuste médio nos preços de cerca de 20 mil medicamentos só começará a valer no dia 9 de abril. A mudança na data foi publicada na edição da última sexta-feira (28) do Diário Oficial da União (DOU).A aposentada Maria Teixeira de Souza, 67, foi a uma farmácia no bairro Bromélias, em Timóteo, sabendo dos reajustes antes previstos para ontem. Ela acha que os aumentos não são necessários, mas como faz uso de medicamentos controlados, não tem como fugir dessa situação. “É uma coisa que faz parte da minha vida e tenho que usar meus remédios. Mas é importante dizer que, já na semana passada, não encontrei o medicamento que uso regularmente e hoje (ontem) ele já voltou para a prateleira. Bom que foi sem qualquer aumento”, diz a aposentada, ciente da nova data.O reajuste definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos se baseia no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses. Estão previstas três faixas de reajuste, que devem variar entre 2,52% e 4,61%. O aumento foi maior ano passado, quando a variação ficou entre 3,64% e 5,51%.Conforme o proprietário da Drogaria Cristo Rei, no bairro Iguaçu, em Ipatinga, Kennedy Gonçalves Belo, as farmácias apenas repassam o aumento proposto pelo governo. “É uma situação que acontece anualmente. Mesmo assim, é importante ressaltar que nem todos os medicamentos vão sofrer reajustes. E o aumento máximo pode chegar até 4,72%”, destaca o proprietário. No total, 56% dos medicamentos existentes sofrerão reajuste.Medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e os incluídos na Resolução Cmed 5, de 2003, e a Resolução Cmed 3, de 2004, não estão incluídos no reajuste. As multas para as empresas que desrespeitarem as normas publicadas pela Cmed podem chegar a R$ 3,2 milhões.
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