01 de abril, de 2008 | 00:00
Paciente reclama de demora no Pronto-Socorro
IPATINGA A grande demanda de atendimento no Pronto-Socorro Municipal (PSM), no bairro Cidade Nobre, que, além dos usuários da cidade, atende a pessoas de 33 municípios circunvizinhos a Ipatinga, tem impulsionado o número de reclamações de pacientes. É o caso de Marinalva Alves de Sá, 45 anos, que reside no bairro Iguaçu e que, no último domingo, passou por um grande tormento. Ela conta que chegou ao PSM às 16h, acompanhada do filho, Valmir Cardoso de Sá Júnior, 29 anos, com suspeita de dengue, e só saiu de madrugada, por volta de 1h15. Eu estava com febre, ânsia de vômito, dor de cabeça e sentindo muita tontura, bastante debilitada. Para piorar, só fui atendida por volta das 22h e saí de madrugada”, diz Marinalva. Na análise de Valmir, é inadmissível que sua mãe tenha ficado cerca de oito horas no PSM. A maior parte do tempo ela ficou esperando. Durante o período em que ficamos lá, chegaram vários carros com pessoas de Joanésia, Pocrane, Ipaba e Santana do Paraíso para serem atendidas. Não sou contra essas pessoas procurarem atendimento médico em Ipatinga, o problema é a demora em atender a quem chega cedo. Inclusive, outras pessoas que chegaram antes de minha mãe demoraram a ser atendidas”, alega.SobrecargaA observação de Valmir em relação ao atendimento a pacientes de outras cidades de fato preocupa a Secretaria Municipal de Saúde e a diretoria do PSM. Somos a única instituição pública de saúde que atende a 33 municípios em nossa região, com 100% do atendimento feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde). De cada 100 pacientes que o PSM atende, 30% a 40% são de outros municípios. Isso gera uma demanda enorme e dificulta a agilidade no atendimento. No entanto, nunca deixamos de assistir a todos, seja de Ipatinga ou de outra cidade”, afirma Rozenir Souza, secretária municipal de Saúde. Segundo Marcus Vinícius, diretor do PSM, a unidade trabalha com pico de atendimento de 16 mil pacientes por mês. Em média, são 550 atendimentos por dia. PrioridadeSegundo Marinalva de Sá, a atenção dos médicos e enfermeiros durante a consulta é satisfatória. Contudo, segundo ela, na recepção ocorre o contrário. Além de demorarmos a receber atendimento, muitos que trabalham no setor são grosseiros”, afirma Marinalva, que não sente mais os mesmos sintomas, embora ainda esteja debilitada. Eles me aplicaram soro e pelo menos minha febre baixou. O problema é que no dia (domingo) eu cheguei com febre de 38 graus e a informação que tive é que eu só poderia passar na frente de outras pessoas se estivesse com 39 graus”, conta Marinalva. É um absurdo, 39 graus de febre é muita coisa, minha mãe tinha que ser atendida antes”, diz Valmir de Sá. Atendimento conforme a classificação de riscoO diretor do Pronto-Socorro Municipal de Ipatinga (PSM), Marcus Vinícius Rodrigues Silva, ressalta que o critério de atendimento médico na unidade segue uma orientação do Ministério da Saúde quanto à classificação de risco. Temos um tempo máximo de atendimento para cada tipo de urgência. Pacientes com caso de emergência têm imediato atendimento. Os demais casos seguem a classificação de risco. É evidente que determinados pacientes, mesmo chegando depois de outros, precisam ser atendidos mais rápido”, salienta Marcus Vinícius. Ainda de acordo com o diretor do PSM, a demanda de atendimento na unidade nesta época do ano, especificamente em março, aumentou significativamente. Esta época é muito favorável a doenças viróticas, principalmente a gripe. Isso tem aumentado a demanda. Outro detalhe que compromete o serviço é que 15% a 20% das pessoas que procuram o PSM não são pacientes para a unidade, e sim para as unidades de saúde dos bairros”, afirma Marcus Vinícius.
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