01 de abril, de 2008 | 00:00
Reconhecimento à especialização
Vereadores aprovam emendas ao plano de cargos do magistério
Roberto Sôlha
Na avaliação dos vereadores, o plano de cargos do magistério contempla os servidores de maneira mais satisfatória
IPATINGA - As discussões sobre o Projeto de Lei nº 36/08 terminaram com saldo positivo para os servidores do magistério. Na tarde de ontem, ao aprovarem a matéria em segunda votação, os vereadores acataram as emendas que garantem mais benefícios à categoria em relação ao plano de cargos dos demais servidores, aprovado na semana passada. A correção mais debatida foi a emenda de nº 1, que teve parecer de inconstitucionalidade dada pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação. O parecer foi derrubado e apenas os vereadores Eli Rodrigues (PTB) e Nilton Manoel (PMDB) foram favoráveis à opinião da comissão. Em seguida, os parlamentares aprovaram as demais emendas, que modificam artigos propostos no projeto de carreira do magistério, e asseguram que os servidores ocupantes de cargos no sindicato possam concorrer à promoção e ter contagem de tempo garantida para recebimento de graus, progressão horizontal e outros direitos dos demais servidores públicos.Em uso da tribuna, o vereador Agnaldo Bicalho (PT) explicou que considerava a quarta emenda imprescindível para garantir gratificações ao servidor que busca especialização. A emenda propõe alterar a vigência da gratificação, que passaria a valer somente em 2009 e apenas para os trabalhadores que iniciassem cursos de pós-graduação a partir do próximo ano. Com a aprovação da emenda, os professores que já são especializados, mestres ou doutores passarão a contar com o benefício a partir do momento em que a lei for sancionada, ou seja, ainda em 2008. Infelizmente, não pudemos propor a mesma alteração no plano de carreira dos demais servidores, uma vez que houve pressa para a Casa apreciá-lo. No entanto, nada impede que, na próxima legislatura, os vereadores proponham alterações na lei para equiparar os dois planos”, argumenta. Mudanças Outra emenda aprovada na reunião de ontem diz respeito à alteração na carga horária do ensino público municipal. Na semana passada, a Câmara aprovou o Projeto de Lei nº 35/08, que altera a Lei 1582, de março de 1998. A matéria determina que o módulo-aula, atualmente fixado em 60 minutos, seja reduzido em 10 minutos. Na avaliação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), a alteração demanda uma reestruturação em todo o sistema. Esta adaptação não poderia ser feita de imediato, por isso buscamos, junto à Comissão de Legislação e Justiça, que uma emenda fosse proposta no sentido de prorrogar o prazo de vigência da lei para 2009. Como a emenda foi aprovada, acreditamos que será possível reestruturar melhor as escolas para as mudanças, que mexem não só com os professores, mas também com a comunidade”, disse uma das diretoras do sindicato, Reny Batista. Veto do Executivo ao plano de cargos da PMI é derrubadoDurante a reunião de ontem, os vereadores votaram contra o veto parcial do Executivo ao Projeto de Lei nº 31/08, que dispõe sobre o plano de cargos dos servidores da PMI. A matéria voltará ao Executivo. Caso o prefeito Sebastião Quintão (PMDB) não a sancione, terá de retornar à presidência da Câmara, que ficará com a prerrogativa de promulgá-la.De autoria do próprio Executivo, o projeto havia recebido oito emendas do Legislativo, aprovadas por unanimidade na última semana. No entanto, conforme entendimento da Administração, sete das emendas seriam inconstitucionais. O vereador Nilton Manoel, único parlamentar a votar contra a derrubada do veto, justificou seu posicionamento alegando nunca ter dado voto favorável a projetos inconstitucionais em 16 anos como vereador. Por sua vez, o líder da bancada petista, Agnaldo Bicalho, defendeu a derrubada do veto em função da unanimidade dos votos que haviam aprovado as emendas. A derrubada destes vetos foi fundamental. As emendas amenizam, de certa forma, alguns impactos negativos do plano de carreira, uma vez que o mesmo não havia sido amplamente debatido com a categoria”, analisou Feliciana Alves, coordenadora-geral do Sind-Ute.
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