04 de abril, de 2008 | 00:00

Pesquisa aponta 7,2% de presença do Aedes aegypti em Fabriciano

FABRICIANO – O resultado do novo Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta quinta-feira, 4, pela Secretaria de Saúde de Coronel Fabriciano, mostra que o município tem 7,2% de infestação. O índice cresceu em relação ao levantamento anterior, feito em janeiro, e que apontou 2,1% de infestação. O número deve servir de alerta para a população, uma vez que as residências ainda são as principais concentradoras dos focos do mosquito. Para complicar, durante as ações permanentes do Setor de Zoonoses, os agentes de saúde têm esbarrado com um obstáculo: moradores que não permitem que suas casas sejam vistoriadas pela equipe de Combate à Dengue.O secretário municipal de Saúde, Rubens Castro, avalia o número como preocupante, apesar de ser uma média esperada para essa época do ano, que compreende o fim do período chuvoso. “O que nos preocupa é que os focos dos mosquitos estão dentro das casas. A acomodação dos moradores, em conjunto com uma situação climática favorável ao mosquito, torna a situação preocupante. Se a população não tomar consciência dessa realidade, o problema que enfrenta o Rio de Janeiro, atualmente, vai se repetir no município e na nossa região”, ressalta Rubens. AçõesA coordenadora do Setor de Zoonoses de Fabriciano, Elenice Fogaça, conta que a Secretaria de Saúde tem realizado mutirões de limpeza, panfletagem, orientação aos moradores, visitas regulares, distribuição de sacolas plásticas para recolhimento de lixo, eliminação de larvas (aplicação de larvicida), entre outros serviços. “Pedimos aos moradores que limpem seus quintais, eliminando os focos do mosquito. A população precisa se sensibilizar para o problema e saber que a responsabilidade é de todos e não só do poder público”, afirma. A Secretaria de Saúde ainda fará o uso do fumacê na cidade. O serviço já foi solicitado ao governo do Estado.Ao todo, 40 agentes trabalham no combate à dengue em Fabriciano.
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