19 de abril, de 2008 | 00:00
PT nega renúncia de Nascimento
TIMÓTEO A sexta-feira foi um daqueles dias marcados pela turbulência de informações, mas compreensíveis no contexto de instabilidade política que vive Timóteo. Após o episódio da prisão do prefeito Geraldo Nascimento (PT) e do procurador geral, Vinícius Milanez, pela Polícia Federal, na quarta-feira, 9, durante a Operação Pasárgada, os bastidores da política timotense voltaram a esquentar ontem. Na quinta-feira, surgiu a informação de que o prefeito iria renunciar ao cargo na próxima terça-feira. Ontem, o assunto era dado como um fato certo”. O presidente do Partido dos Trabalhadores, Eduardo Carvalho, negou a informação. Ele disse que ficou parte do dia em reunião na cidade de Ipatinga e não teria ocorrido, portanto, nenhum encontro para tratar do afastamento do prefeito. Segundo Carvalho, Geraldo Nascimento viajou. Está fora de Timóteo para cuidar de sua saúde. Mas não houve, hora alguma, qualquer discussão sobre renúncia”, garante Carvalho. A Assessoria de Comunicação da PMT também desmentiu a informação sobre a suposta renúncia. Conforme a secretária Greiciane dos Santos, a única reunião da semana foi para tratar de assuntos de rotina e administrativos com o secretariado e assessores. Não houve nada em relação a renúncia”, resume.SegredoA informação sobre a possível renúncia foi ventilada após a divulgação, pela imprensa de Belo Horizonte ontem, sobre a decisão do Ministério Público Federal de apresentar denúncias ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, pedindo o afastamento preventivo, de seus respectivos cargos, de todos os envolvidos na suspeita da Operação Pasárgada. O procurador Ronaldo Albo explicou que os processos tramitam em segredo de Justiça, mas adiantou que o pedido de afastamento preventivo seria uma forma de preservar a imagem da administração pública. Lobista e sócio na miraO Ministério Público Federal também quer o indiciamento do lobista Paulo Sobrinho de Sá, conhecido como Paulinho da Status”, e de seu sócio, o advogado Valzemir José Duarte, ambos presos pela Polícia Federal na Operação Pasárgada e apontados como os líderes de um megaesquema de tráfico de influência. Segundo a Polícia Federal, os dois agiam em parceria com o Grupo Sim, de Belo Horizonte, prestando serviço para os municípios assessorados pelo grupo. Em Açucena, o caso do vereador Valzemir José Duarte (PP) é tratado com reservas. O presidente da Câmara Municipal, Idemir Barbosa (PTB), diz que prefere aguardar informações oficiais” antes de consultar o plenário sobre o que fazer.
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