24 de abril, de 2008 | 00:00

Encomex orienta exportação

Ministério do Desenvolvimento confirma evento de porte em Ipatinga

Bruno Jackson


Sérgio (D) disse que o pequeno e médio empresário ainda é muito tímido com relação à exportação
IPATINGA – Os desafios enfrentados pelos microempresários para inserir seus produtos no mercado internacional foram tema de palestra ministrada ontem pela manhã pelo coordenador-geral dos Encontros de Comércio Exterior (Encomex), Sérgio Nunes de Souza, no Centro Integrado Sesi/Senai Rinaldo Campos Soares. O evento contou com a participação de empresários, do prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão (PMDB), do vice-prefeito de Coronel Fabriciano e presidente do Sindicato dos Panificadores do Vale do Aço, Antônio Eugênio (PRB), e representantes de instituições do porte do Banco do Brasil e Correios. O encontro foi preparatório para a realização do 127º Encomex, que acontece em Ipatinga dia 3 de julho, no teatro do Usicultura, no Shopping do Vale. O evento é promovido pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC). Será a primeira que vez que a região sedia o Encomex, que vai completar sua sétima edição em Minas Gerais. O público-alvo do evento é o microempresário. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo site www.encomex.desenvolvimento.gov.br a partir de maio. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) está dando suporte ao Encomex. O encontro pretende agregar os microempresários da regional Vale do Aço e Rio Doce da Fiemg. “O evento vai contemplar os empresários de todo o Leste mineiro”, enfatiza Sérgio Nunes. Na sua palestra, Nunes destacou que o grande problema da exportação por parte das microempresas no Brasil é a produção. “Sem uma base de produção forte, como exportar? Então, é preciso que o microempresário esteja preparado para inserir-se no mercado externo”, observa, acrescentando que a falta de informação também prejudica os negócios externos. “Infelizmente, o nosso pequeno e médio empresário ainda é muito tímido com relação à exportação. Ele acha que não tem um produto de qualidade e não pode exportar. Isso não é verdade. Qualquer que seja o produto vai sempre ter um mercado. Obviamente que esse produto precisa de adequações para atender ao mercado aonde ele se destina”, analisa. “O Encomex mostra ao empresário os canais apropriados à liberação de recursos, muitas vezes a fundo perdido, para que possa utilizá-los na adequação do seu produto ao mercado externo. Portanto, toda dificuldade é superada a partir do momento em que o empresário dispõe de informações precisas que o ajudem a superar os obstáculos”, completa Sérgio Nunes. AproximaçãoDurante o encontro realizado ontem no Sesi/Senai, ficou claro que a participação do poder público é essencial para que o Encomex favoreça o desenvolvimento dos microempresários. Em seu discurso, Sebastião Quintão se propôs a ser parceiro do evento. “Quero que os empresários criem coragem de se aproximar do poder público. A Bíblia diz que, na multidão dos conselheiros, está a sabedoria. Portanto, as pessoas têm que se unir para ajudar no crescimento do país e esse desenvolvimento passa pelo sucesso das exportações. Neste sentido, nosso governo está à disposição para contribuir com iniciativas como a Encomex, que será de suma importância para o desenvolvimento da nossa região”, comentou Quintão.
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