27 de abril, de 2008 | 00:00

Feira do Livro integra família

Escola do Limoeiro envolve pais e filhos em atividades artísticas

Fotos: Bruno Jackson


Trajes que lembram personagens de histórias infantis incrementaram o teatro dos alunos
IPATINGA – A combinação entre arte, literatura e muita imaginação formou o ingrediente ideal para o sucesso da 4ª Feira do Livro, realizada ontem no Instituto Educacional Martins Veloso, no bairro Limoeiro. Com os pais na platéia, alunos da educação infantil e fundamental apresentaram trabalhos desenvolvidos desde o início do ano letivo. No palco armado no próprio pátio da escola, os estudantes encenaram, vestidos a caráter, histórias, contos e fábulas que permitem explorar o universo da criatividade. Segundo Márcia Cristina Veloso, diretora do Instituo Educacional, a proposta da Feira do Livro é incentivar os alunos e seus familiares à leitura e ao envolvimento mútuo. Teatros, murais, maquetes, livros e outras obras expostas ontem na Feira do Livro servem de inspiração para a Mostra Pedagógica do Instituto Martins Veloso, programada para novembro. Este evento irá contemplar temas de ciência, cujos trabalhos serão inspirados em histórias desenvolvidas pelos alunos. É o caso de “Lagartas e Borboletas”, que foi recontada pelos alunos e será base para um trabalho de ciência na Mostra. “Todos os temas trabalhados na Feira do Livro serão adaptados para a Mostra Pedagógica”, assegura Márcia Cristina.História da VidaO envolvimento dos pais com seus filhos não é apenas no dia da Feira do Livro. A partir do projeto História da Vida eles interagem em casa, elaborando um livro que relata as páginas da vida da criança desde o seu nascimento. “Os pais escolhem junto com os filhos várias fotos e escrevem elementos da vida da criança, com a finalidade de formar um livro. Isso estreita os laços entre eles e muitos pais assumem que este é um momento mágico”, afirma Márcia Cristina. Luciana Caetano de Freitas, de 34 anos, e Geraldo Alves de Freitas, de 42, pais de Alan Caetano de Freitas, de 4, confirmam que é uma experiência ímpar esse envolvimento com o filho por meio da escola. “Estes dias ajudei o Alan a fazer uma maquete que dizia respeito à história ‘A Formiguinha e a Neve’. Foi muito gratificante e percebi que o trabalho o ajudou a desenvolver a criatividade”, diz Luciana. “Também me envolvi com meu filho nesta atividade. Essa parceria fez muito bem e particularmente me senti bastante próximo do Alan”, comenta Geraldo.

Victor tem se revelado um talentoso produtor de mangás
Oportunidade para talentosBoa parte dos objetos artísticos expostos na 4ª Feira do Livro do Instituto Educacional Martins Veloso evidencia o talento e a criatividade de alguns estudantes. É o caso de Victor Pimenta Dias, de 9 anos, que fez sucesso na Feira com a exposição de seus mangás. “Gosto muito de fazer e de ler histórias de mangá. Principalmente porque se lê de trás para frente. É um estilo bem próprio. Os personagens também são muito autênticos, porque normalmente têm bocas e olhos bem grandes”, comenta Victor. Em sua avaliação, a imaginação é o principal motor de quem deseja fazer mangá. “A gente usa muita ilustração e criatividade. As idéias vão fluindo e a gente vai produzindo as histórias”, diz o garoto. Mangá é o nome dado às histórias em quadrinhos de origem japonesa. A palavra surgiu da junção de outros dois vocábulos: “man”, que significa involuntário, e “gá’, imagem. Os mangás se diferenciam dos quadrinhos ocidentais não só pela sua origem, mas principalmente por se utilizar de uma representação gráfica completamente própria.
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