27 de abril, de 2008 | 00:00

Aciapi/CDL abrem o Notorius 2008

Consumidores definem marcas que serão premiadas como ‘as mais lembradas’

Fotos: Alex Ferreira


Vice-presidente e o presidente da Aciapi explicam o prêmio Notorius
IPATINGA - Os pesquisadores da 7ª edição do Prêmio Notorius já estão nas ruas. O prêmio é promovido pela Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços (Aciapi) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), como forma de valorizar as empresas que são mais destacadas pelos consumidores durante a pesquisa de opinião pública. Até o dia 24 de junho, a equipe coordenada pela Tabulare Pesquisa & Consultoria vai colher a opinião dos consumidores dos mais variados setores do comércio, indústria e prestação de serviços em Ipatinga. O resultado da pesquisa indicará as marcas mais lembradas espontaneamente.O 7º Prêmio Notorius terá duas amostragens. A primeira é voltada para a pesquisa de segmentos de grande acesso do público consumidor, como supermercados, padarias, farmácias, dentre outros. A metodologia prevê perguntas simples, neutras e objetivas. A pesquisa é aplicada por amostragem, por meio de quotas proporcionais de sexo, idade e bairros. Posteriormente, a amostra é arrolada por grau de instrução e renda familiar. Os entrevistados são escolhidos aleatoriamente em seus domicílios e nas ruas dos centros comerciais de Ipatinga. São contemplados praticamente todos os bairros da cidade. Esta amostragem terá 1.200 entrevistas com pessoas acima de 16 anos e envolverá 104 segmentos.A amostra 2 é voltada para a pesquisa de segmentos de baixo acesso do público consumidor. Neste caso, serão usados como universo os associados da Aciapi/CDL, com os quais serão feitas 350 entrevistas em sete segmentos: comunicação visual, contabilidade, transportadora, serviços gráficos, advocacia, loja de móveis para escritório e segurança. Em ambas as amostragens a margem de erro é de aproximadamente três pontos percentuais.Todos os envolvidos no trabalho são do Vale do Aço, desde a idealização do prêmio, passando pela equipe de pesquisadores, a empresa responsável pelo levantamento, até a entrega dos prêmios aos vencedores, prevista para acontecer dia 30 de outubro, no teatro do Centro Cultural Usiminas.  ConsolidaçãoNa opinião do presidente da Aciapi, Wander Luis Silva, o Prêmio Notorius começou em 2001 e, após sete anos, está consolidado como um “Oscar” para o comércio de Ipatinga. Como presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais (Federaminas), Wander Luis já apresentou a proposta do prêmio para outras entidades e pretende incentivar iniciativas dessa natureza em outras cidades, onde também há problemas com a “venda de prêmios”.Já o presidente da CDL, Luís Henrique Alves, lembra que o Notorius parte do princípio de uma pesquisa isenta, com resultado totalmente imparcial, o que assegura a credibilidade do prêmio, das entidades e empresas envolvidas. “A cada ano, a pesquisa mostra variações entre empresas vencedoras, o que é natural na realidade do mercado. O Notorius apenas reflete o resultado. O consumidor, que é o objetivo do empresário, é quem decide os vencedores do prêmio”, conclui.

Pesquisadores do Notorius 2008: treinamento antes de ir para as ruas
Para espantar ‘forasteiros’O primeiro vice-presidente da Aciapi, Alberto Múcio de Almeida Murta, foi um dos idealizadores do Prêmio Notorius. Na reunião preparatória dos trabalhos, o empresário explicou à equipe de pesquisadores que a opinião pública deve ser tratada com responsabilidade. Relatou o histórico de empresários que não concordaram inicialmente com o resultado apresentado mas que, ao terem esclarecidas dúvidas sobre a metodologia científica empregada na pesquisa, não só concordaram como também contribuíram para que o Notorius passasse a ser reconhecido como um prêmio sério. “A maior prova disso é que chegamos, consolidados, à sétima edição do prêmio”, reforça.Alberto Múcio explica que o Notorius foi criado para combater as distorções criadas por empresas forasteiras que apresentavam-se como especializadas em opinião pública, vendiam títulos de empresas conceituadas, ofereciam uma festa, pegavam o dinheiro do “escolhido” e iam embora sem provar nada. “Isso fazia com que desconfiássemos do trabalho, porque ganhava o prêmio quem pagasse por ele. Já na proposta do Notorius, a pesquisa é feita nas ruas e o premiado é aquele que a opinião pública, de fato, mais se lembra. O trabalho sério da Aciapi/CDL espantou as empresas que vinham extorquir dinheiro dos nossos empresários”, explica Alberto Múcio.
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