03 de maio, de 2008 | 00:00
Moradores precisam fazer sua parte, apela prefeito
Wôlmer Ezequiel
O secretário Rubens Castro e o prefeito Chico Simões: estratégias para conter a dengue
FABRICIANO Abertura de posto de saúde em pleno feriadão, carro do fumacê em todos os cantos da cidade e aumento de cobertura na rede pública hospitalar. Mesmo com a preocupação do poder público com os índices de casos de dengue em Coronel Fabriciano, o prefeito Chico Simões acredita que só com mais participação popular é que será possível conter os casos da doença.80% dos casos estão nas residências e as pessoas precisam saber que um mutirão popular necessita ser criado. Vizinhos devem fiscalizar os vizinhos, para que a realidade do Rio de Janeiro e Sergipe não chegue até aqui”, alertou Simões. Ele admite que a falta de recurso dificulta algumas ações mais enérgicas nas ruas, como a capina em lotes vagos. Mesmo assim, estamos fazendo a nossa parte e esperamos que a população faça o mesmo”, apelou.Na avaliação do prefeito, não é necessário todo o alarde, já que de janeiro a março deste ano foram apenas 11 casos reativos de dengue, em 48 notificações. Mas Simões reconheceu o aumento dos casos no mês de abril, suficiente para colocar Fabriciano como a segunda cidade com o maior índice de infestação do Estado (7,3%), perdendo somente para Ituiutaba, no Pontal do Triângulo. Nossas ações curativas estão mais eficientes que as ações de prevenção. Por isso dependemos da população para diminuir essa incidência”, admitiu.CríticaDeve voltar à pauta na Câmara Municipal o projeto de lei da Comissão de Direitos Humanos, formada pelos vereadores Julião da Conceição Ribeiro (DEM), Geraldo Beltrame (PT), Rubens Magalhães (DEM), Vanderlei Cupertino, o Canigia (PT), e Aroldo Brande (PTC), que propõe medidas mais duras na fiscalização de convênios da área de saúde. O projeto incide diretamente no Hospital Siderúrgica, que recebe verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem se tornado alvo de reclamações pelos usuários do serviço. Para o secretário municipal de Saúde, Rubens Castro, o hospital deve ter responsabilidades e condicionantes que vão além da prestação de serviço.O número de leitos diminuiu 34% e isso é um absurdo. Os pacientes com suspeita de dengue, por exemplo, que vão para o Siderúrgica, estão recebendo tratamento aquém do necessário e ficam à mercê do sistema”, criticou Rubens Castro. A população está no meio de um briga política irresponsável e muita gente tem sido lesada”, acrescentou o secretário.Posto fez plantão durante o feriadoA unidade de saúde do Centro está funcionando durante o final de semana para atender os pacientes com suspeita de dengue. Até amanhã, uma equipe de saúde trabalha das 8h às 20h. A Secretaria de Saúde atendeu uma solicitação do Hospital Siderúrgica e organizou o atendimento no posto do Centro especialmente para atender casos de suspeita da doença.O funcionamento normal das unidades de saúde será retomado na segunda-feira (5), após o feriado prolongado. Funcionam também os serviços de urgência e emergência, cemitério e vigilância patrimonial.
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