03 de maio, de 2008 | 00:00

Avanços na piscicultura

Região tem potencial aberto e produção abaixo do necessário

Arquivo/DA


Tilápias: peixe é um dos mais procurados nos pesque-pagues da região
IPATINGA – Uma reivindicação antiga, a instalação de um abatedouro de peixes, volta a ser discutida no Vale do Aço, com o incentivo do escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Associação dos Piscicultores do Vale do Aço (Peixavaço). O assunto será tratado na próxima terça-feira (6), às 13h, durante reunião no Centro Vocacional Tecnológico (CVT), em Santana do Paraíso.  A associação dos piscicultores reúne-se mensalmente com a proposta de buscar meios de desenvolver a atividade da produção de peixes. O gerente regional da Emater, Sebastião Braga, antecipa que a reunião em Santana do Paraíso vai debater a elaboração de um projeto para construção do abatedouro credenciado. O grande desafio é garantir recursos para implantação da unidade que vai representar benefícios aos associados.Conforme Braga, o abatedouro é importante para permitir aos piscicultores a colocação no mercado do peixe abatido e limpo, agregando valores à produção. Atualmente, todo peixe de água doce consumido no Vale do Aço vem de fora. A tradicional traíra desossada, por exemplo, é importada da Argentina.Potencial Segundo Sebastião Braga, a Peixavaço sabe da potencialidade que representa o mercado consumidor do Vale do Aço e se organiza para aproveitar esse filão. Neste sentido, a entidade busca o conhecimento de experiências bem-sucedidas. “Na segunda reunião dos associados, vamos discutir também uma possível viagem ao Sul de Minas para conhecermos um projeto de piscicultura. Essa viagem estava programada, mas teve que ser adiada por causa da agenda das pessoas envolvidas”, complementa o gerente da Emater.Na avaliação de Braga, a piscicultura tem tudo para se desenvolver bem no Vale do Aço, em função do seu potencial hídrico e a vontade de diversos setores de investir na atividade. Em razão das condições climáticas da região, os peixes que mais se adaptaram até agora foram o pacu e a tilápia. IncipienteEmbora o incremento da produção de peixes na região seja uma discussão antiga, trata-se de um negócio ainda incipiente, sem condição de atender a demanda do mercado regional. Segundo dados da Emater, atualmente há 50 produtores de peixes em 15 cidades do Vale do Aço, mas a produção é destinada, basicamente, para o abastecimento dos pesque-pagues.Ainda não há destinação da produção para o comércio, e para que isso aconteça existe a exigência do selo de inspeção, que assegura a qualidade na origem do produto. Este selo só seria possível por meio de abatedouros credenciados, o que inexiste na região, observa Sebastião Braga. “Às vezes a produção não atende nem os pesque-pagues, que sempre estão a procura de peixe para abastecer seus tanques e não encontram”, destaca o gerente da Emater.FinanciamentoSegundo Sebastião Braga, também preocupa a possibilidade de construir um abatedouro tão grande, que acabe virando um “elefante branco”, ou tão pequeno que não atenda a demanda do consumo. Mas o maior problema, admite Braga, o financiamento do projeto, e a saída é a captação de recursos públicos ou a fundo perdido para viabilizá-lo. O custo da instalação do abatedouro ainda não está definido e vai depender do projeto a ser elaborado com participação da Peixavaço.
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