04 de maio, de 2008 | 00:00

Paraíso previne contra tracoma

Técnicos do Ministério da Saúde fazem visitas para orientar o tratamento da doença

ACS/PMSP


Doença que ataca os olhos tem quatro casos confirmados no município
PARAÍSO - Alunos da rede municipal de ensino tiveram um tratamento especial em Santana do Paraíso. Esta semana, o município recebeu a visita de técnicos e enfermeiros do Ministério da Saúde, para tratamento de alguns casos de tracoma, uma doença crônica dos olhos causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, considerada uma das três maiores causas da cegueira no mundo.Os sintomas da doença incluem olhos vermelhos, secreção, fobia à luz, dor, lacrimejamento excessivo e a obstrução da visão, resultado da ulceração e cicatrização da córnea. Segundo o médico do Programa Saúde da Família de Santana do Paraíso, Gildásio Ribeiro Mendes, no ano passado os técnicos do Ministério da Saúde estiveram no município fazendo uma avaliação nos estudantes, quando foram constatados 27 casos suspeitos de tracoma. As informações foram repassadas ao Ministério e agora uma equipe composta por médicos e enfermeiros voltou ao município para confirmar as suspeitas. Ainda de acordo com o médico do PSF, que acompanhou de perto todo o processo, foram confirmados quatro casos em crianças, que receberam tratamento imediato.TratamentoGildásio Mendes explicou que a detecção do tracoma é feita com o auxílio de uma lupa. “Levanta-se a pálpebra da pessoa e, se constatado a presença de cinco folículos, que são pequenos pigmentos brancos, significa que a pessoa está com a doença. Até quatro folículos é considerada apenas uma seqüela, ou seja, a pessoa teve o problema, mas ele foi naturalmente resolvido”, esclareceu.O tratamento do tracoma é simples e pode ser feito na mesma hora, com a aplicação do medicamento Azitromicina e a cura acontece em poucos dias. De acordo com Gildásio Mendes, a partir de agora os médicos do PSF estão capacitados para fazer o diagnóstico e tratamento da doença.PrevençãoO médico explicou que até o momento não há vacina contra o tracoma, mas medidas de higiene têm importante papel na proteção individual. “Estudos publicados apontam que as crianças que lavam regularmente o rosto têm menor risco de contrair a doença”, destacou.A única fonte de infecção se dá por meio do homem com infecção ativa na conjuntiva ou outras mucosas. Crianças de até 10 anos, com infecção ativa, são os principais reservatórios do agente etiológico. As principais formas de transmissão da doença é a direta, de olho a olho, ou indireta, através de objetos contaminados como toalhas, lenços e fronhas. Alguns insetos, como a mosca doméstica ou a lambe-olhos, podem atuar como vetores mecânicos.
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