04 de maio, de 2008 | 00:00
Limitação de exames
Falta de examinadores dificulta acesso à CNH em Timóteo
TIMÓTEO Os moradores de Timóteo enfrentam dificuldades para conseguir acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Há aproximadamente quatro meses convivem com a limitação de vagas para os exames de rua, a conhecida prova de direção”. A situação é atribuída ao número considerado reduzido de examinadores lotados no Departamento de Trânsito (Detran), da 1ª Delegacia Regional de Segurança Pública em Ipatinga, e que atendem também a Timóteo e a Coronel Fabriciano. Atualmente, cada centro de formação em Timóteo pode levar até 20 candidatos para os exames de rua, aplicados uma vez por mês. O número de vagas oferecidas não atende à demanda do município que, segundo os diretores dos centros de formação, apresentava uma média mensal de 80 candidatos.Em uma tentativa de acabar com essa dificuldade, representante das auto-escolas foram à sede do Detran, em Belo Horizonte. A informação é que o Vale do Aço tinha 17 examinadores, mas a maioria se aposentou. O Detran precisaria abrir inscrição para preenchimento do cargo de examinador, mas há necessidade de que os interessados sejam servidores de carreira da Polícia Civil. Eles precisariam deixar os seus postos de trabalho e fazer um curso de seis meses. EfeitosA principal implicação do limite de vagas para o exame de direção reflete diretamente no trabalho das auto-escolas em Timóteo. A maioria das seis empresas que disponibilizam o serviço enfrenta esvaziamento. A proprietária da Auto-Escola ABC, Ana Maria de Almeida Silva, admite que a situação é preocupante. O aluno não vem para a auto-escola porque sabe que enfrentará dificuldades para realizar as provas. As empresas não vão conseguir se manter nessa situação por meio tempo”, acredita. Ana Maria também lembra que a pauta do candidato à CNH só vale por um ano e os alunos que tinham pautas mais antigas agora estão desesperados, porque nem todos conseguirão fazer os exames antes do fim do prazo de validade da pauta. A instrutora, que trabalha com auto-escola em Timóteo desde 1997, afirma que nunca viu uma situação dessas antes. Sabemos que não é culpa do delegado na região, nem do chefe da Ciretran, mas precisamos encontrar uma saída”, defende. IntervençãoPressionados pela situação que tende a se agravar, dirigentes das auto-escolas buscaram apoio junto ao governo municipal de Timóteo. Em reunião nas secretarias de Desenvolvimento Econômico e Articulação Política, os empresários pediram a mediação da Administração no sentido de voltar a pressionar o Detran a mandar mais examinadores para atender a demanda em Timóteo.O proprietário da auto-escola Sinal Verde e Instrutor de Centro de Formação, Firmino da Silveira, reconhece que a carência de examinadores do Detran atinge a todo o Estado e as auto-escolas são prejudicadas junto com os candidatos à CNH, impedidos de fazer os exames. A expectativa do empresário é que seja encontrada uma solução para a crise o mais rápido possível. Temos esperança que os representantes do governo municipal nos ajudem junto ao Detran”, confia.Prejuízo e transtornoO candidato que perde o prazo de validade da pauta da habilitação precisa reiniciar todo o procedimento e pagar, novamente, uma série de taxas. O instrutor Firmino da Silveira lembra que só o exame psicotécnico custa R$ 113. A inscrição custa mais R$ 36, o exame de legislação leva outros R$ 36,14 e a taxa de licença de aprendizagem é de R$ 27,14. Além disso, o candidato ainda perde um tempo enorme e se corrói em preocupações que poderiam ser evitadas”, aponta o instrutor.
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