13 de maio, de 2008 | 00:00
Nova perspectiva para a MG-760
Programa Links Asfaltantes prevê recursos para a rodovia
TIMÓTEO Representantes de vários municípios da região estiveram reunidos ontem de manhã em Timóteo, na apresentação da prestação de contas de um ano e meio do mandato do deputado federal Alexandre da Silveira (PPS). Dois assuntos marcaram a conversa do parlamentar com os políticos e empresários. O primeiro deles foi a pavimentação da MG-760. O outro, o andamento da duplicação da BR-381 Norte, entre Belo Horizonte e Governador Valadares. Presentes o coordenador regional do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), Nívio Pinto de Lima, e o Coordenador de Projetos da BR-381 Norte, o engenheiro do Dnit Carlos Rogério. No caso da 381, Silveira voltou a insistir que houve contra-informação quando foi divulgado que a rodovia não seria duplicada em sua totalidade.Sobre a MG-760, Silveira disse que estava autorizado pelo governador de Minas, Aécio Neves, a anunciar que a rodovia será pavimentada ainda em seu governo. Estive reunido com o governador e há garantias da adoção de todos os trâmites técnicos necessários à execução dessa obra. Várias vezes fui cobrado para vir a Timóteo falar sobre essa rodovia. Nunca quis, porque faltava essa decisão política ora tomada pelo governador”, disse. Sobre os recursos para a obra da MG-760, Silveira disse que eles virão do programa Links Asfaltantes, a ser lançado nos próximos dias pelo governador. Segundo Silveira, a obra não estava prevista no programa e, por isso, houve necessidade da intervenção política para a sua inclusão. Os recursos para o programa, segundo o deputado, virão do Tesouro do Estado, como resultado do saneamento das contas públicas em Minas Gerais. Na reunião foi apresentado um vídeo de 1990, em que o então governador Newton Cardoso, após desembarcar de avião em uma pista dentro do Parque Estadual do Rio Doce, anunciava as obras da MG-760 e promessas para pavimentação em todo o Leste do Estado. Estamos falando aqui, senhores, de obras de 240 milhões de dólares”, dizia Cardoso. Enquanto isso, o vídeo mostrava imagens atuais da MG-760, 18 anos depois, tomada por buracos, atoleiros, com carros quebrados e erosões. RevisãoO coordenador regional do DER, Nívio Pinto de Lima, informou ontem em Timóteo que o DER aguarda a orientação da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) sobre a MG-760. Como teremos que refazer o projeto, ainda não sabemos o custo da obra. Estima-se que seriam investimentos de R$ 12 milhões”, explicou. Além disso, a estrada pode ganhar 11 quilômetros, caso seja implantado o contorno de Timóteo, um desvio de Cava Grande (Marliéria) via Licuri, Macuco e bairro Limoeiro. O objetivo é tirar o trânsito da MG-760 do perímetro urbano da sede do município, mas a mudança para a regional Leste enfrentaria problemas ainda maiores, desapropriações em uma área densamente povoada e as áreas limítrofes ao Parque Estadual. Nívio explicou que a direção do DER não estabeleceu prazos para licitar a obra, apenas informou que fará as readequações relativamente simples. A obra poderá inclusive utilizar o agregado siderúrgico no lugar do cascalho para a base da pavimentação. A MG-760 tem 53 quilômetros entre Timóteo e São José do Goiabal. Além da pavimentação do trecho até Goiabal, há reivindicação para que sejam feitas melhorias em metade do trecho de 12 quilômetros entre Goiabal e a BR-262, onde a rodovia é estreita e tem curvas perigosas. Atraso no projeto da duplicação da BR-381O engenheiro do Dnit Carlos Rogério confirmou ontem em Timóteo que a duplicação da BR-381 se dará em toda a extensão entre Belo Horizonte e Belo Oriente. Segundo ele, no lote entre Belo Oriente e Valadares o estudo de viabilidade técnica aponta para a realização apenas de melhorias, com ampliação dos trevos de Periquito e Naque. Atualmente, a proposta de duplicação da 381 encontra-se na fase de contratação dos projetos de engenharia. A tramitação, no entanto, está com atraso de cinco meses. O cronograma prevê o início das obras no segundo semestre de 2009 e faremos de tudo para corrigir o atraso no projeto”, explicou. O atraso entre dezembro e maio ocorreu porque a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, queria tirar a BR-381 Norte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e repassar para uma Parceria Público Privada (PPP). Segundo o engenheiro, foi decisiva a intervenção do deputado Alexandre da Silveira para que o projeto fosse retomado.Ele avalia que houve um mal-entendido, a partir da avaliação do governo sobre garantir o financiamento da obra por meio de pedágio. A intervenção política foi importante porque os técnicos puderam demonstrar que isso não é o correto. Teríamos valores de pedagiamento tão elevados que poderiam comprometer o desenvolvimento regional. Uma vez que as instâncias políticas atuaram e nós alertamos para isso, o governo prontamente retificou sua posição”, detalhou.AlçasDurante passagem por Timóteo o representante do Dnit foi cobrado também sobre as alças rodoviárias para o acesso dos usuários de Timóteo ao contorno da 381. Rogério explicou que o grande mérito do contorno é funcionar como via expressa, com a limitação de acessos. Preocupa-nos muito quando percorremos aquele trecho e observamos que já há invasões e acessos irregulares, que geram situações de risco”, observa. No entanto, o engenheiro confirma que a reivindicação da comunidade merece ser estudada. Segundo Carlos Rogério, no caso da aprovação técnica, que não coloque em risco a operação da rodovia, o pedido poderá ser atendido futuramente.RadaresEm relação a contratação de empresa para operação dos radares e balanças rodoviárias nas estradas federais, o engenheiro confirmou que o processo de licitação está em andamento, mas os inúmeros recursos por parte dos interessados atrasa a divulgação do resultado. A expectativa é que, dentro de dois meses, o contrato esteja assinado”. Na distribuição dos radares a serem operados pelas empresas privadas, com a concessão do Ministério dos Transportes, o trecho entre BH e o Vale do Aço (BR 381 Norte) será um dos mais contemplados. No entendimento do engenheiro, o trecho apresenta índice inaceitável de acidentes e condições de operação de muito risco e volume de tráfego elevado. Então, esse trecho terá o maior número possível de radares e redutores de velocidade até que se concretize a duplicação”, explicou.
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