29 de maio, de 2008 | 00:00

Sindicatos buscam apoio para reduzir jornada de trabalho

Poliana G. Albuquerque


Sindicalistas foram às portarias de usinas da região para mobilizar categoria
IPATINGA – Lideranças das centrais sindicais na região se reuniram na manhã de ontem, em frente à portaria 2 da Usiminas, e à tarde, na portaria da Acesita. Esse manifesto é um dos atos no sentido de mobilizar os trabalhadores em torno da redução da jornada de trabalho e da ratificação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O manifesto pela redução da jornada de 44 para 40 horas semanais aconteceu ontem em todo o país, contando com a participação de outros movimentos populares, como os Sem-Terra e estudantes.Esta luta, iniciada há três anos, agora foi colocada como principal bandeira das centrais sindicais. O objetivo é reduzir a jornada sem reduzir o salário, através da aprovação da PEC n° 393/01, de autoria dos senadores Paulo Paim (PT/RS) e Inácio Arruda (PCdoB/CE). O intuito é gerar novos empregos e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, que terão mais tempo para se dedicarem à família, ao estudo, à qualificação profissional, ao descanso e ao lazer. Em contrapartida, um funcionário satisfeito significaria produção realizada com maior empenho e agilidade.Para que o Congresso Nacional revise a Constituição é necessário coletar dois milhões de assinaturas, uma mobilização em curso desde janeiro deste ano. No Vale do Aço estão envolvidos o Sindipa, o Metasita, a CUT e a NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores.Segundo o presidente da CUT Vale do Aço, Marcos Túlio Silva, até sexta-feira, 30, haverá coleta de assinaturas. “Qualquer cidadão pode assinar o manifesto, desde que traga um documento de identidade”, lembrou.O Sindipa abraçou a causa desde o seu início, recolhendo nestes quatro meses cerca de 50 mil assinaturas. “Semana que vem estaremos no ato público convocado para  Brasília, para marcar a entrega do abaixo-assinado ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP)”, afirmou o presidente da entidade, Luiz Carlos Miranda.O presidente da Metasita, Carlos Vasconcelos, entende que a manifestação realizada ontem atingiu o objetivo de mostrar que os trabalhadores têm alternativas, e uma delas é a redução da jornada de trabalho, ressaltou.O foco de toda a mobilização é a ratificação da Convenção 151, que diz respeito aos direitos de negociação coletiva dos funcionários públicos e sobre o Projeto de Lei para regulamentá-la. Já a Convenção 158, motivo de impasse com empresários, visa estabelecer limites para demissão imotivada.
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