30 de maio, de 2008 | 00:00

Avaliação levada ao governador

Audiência Pública faz avaliação da saúde pública na região

Bruno Jackson


Parlamentares, prefeitos e gestores de saúde participaram da audiência pública
IPATINGA – A preocupação com o crescimento e o desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), potencializada com a expansão da Usiminas e da Cenibra em 2009, tem acelerado a discussão em torno do futuro da saúde pública. Este foi o tema da audiência realizada ontem pela manhã, na Câmara Municipal. Número insuficiente de equipes do Programa Saúde na Família (PSF), prevenção de doenças, humanização no atendimento, questões de infra-estrutura, entre outros, foram alguns dos problemas expostos e que vão chegar ao conhecimento da Secretaria de Estado da Saúde. O pedido da audiência foi da deputada Rosângela Reis (PV). Presentes o deputado Carlos Eduardo Mosconi (PSDB), que integra a Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, o diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS), Anchieta Poggiali, o presidente da AMVA e prefeito de Belo Oriente, Pietro Chaves (PDT), o coordenador do SAMU de Ipatinga, Norberto de Sá Neto, além de prefeitos e gestores de saúde de municípios circunvizinhos e representantes de hospitais.Conforme Mosconi, é preciso uma articulação dos municípios junto ao governo estadual para resolver problemas mais urgentes da saúde na região. “É necessária uma série de avaliações. Como está a gestão da saúde pública? Como a população daqui está sendo atendida? Como é a questão da prevenção de doenças? Há PSFs em número suficiente? Esta análise é essencial, por se tratar de uma região grande e que tende a se desenvolver. Como é fundamental a prevenção, é fundamental uma estrutura compatível para eliminar alguns problemas que, se não forem atacados, podem piorar o quadro atual”, ressalta Mosconi. FragmentaçãoDe prático, a audiência deve mobilizar alguns parlamentares da ALMG para dar suporte à regional de saúde do Vale do Aço. “Percebe-se uma fragmentação da saúde pública nas regiões e na RMVA não é diferente. É preciso buscar uma articulação entre Estado e empresas. Temos que discutir a saúde em sua amplitude, especialmente em face do desenvolvimento industrial do Vale do Aço”, diz Rosângela Reis. A deputada comenta que a intenção é trazer para o Vale do Aço programas pouco conhecidos da população. “Queremos buscar programas estruturadores do Estado, como o ‘Viva Mulher’”, exemplifica. Na avaliação de Rosângela Reis, questões graves como a ‘invasão na área médica’ também precisam ser enfrentadas. “Infelizmente, tem sido comum em nossa região a falta de médicos especialistas em determinadas áreas. Pior que isso, alguns médicos não estão trabalhando em sua área, mas sim enfermeiros, que às vezes realizam exames que não são de sua competência, como o neonatal e outros. Essa invasão na área médica precisa ser debatida e resolvida, para garantir um serviço de qualidade”, defende Rosângela. SAMU regional até CaratingaO diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS), Anchieta Poggiali, confirmou ontem que a regionalização do SAMU vai atender a 33 municípios da RMVA, chegando até Caratinga, município que integra uma das três microrregiões sob responsabilidade da GRS. “A nossa região é composta por três microrregiões: Caratinga, Fabriciano e Ipatinga. São 33 municípios e a previsão é que 30 ambulâncias possam nos atender”, diz Poggiali.O diretor da GRS conversou ontem com Norberto de Sá Neto, coordenador do SAMU de Ipatinga, juntamente com gestores de saúde de Coronel Fabriciano, Timóteo e Ipatinga para tratar do assunto. Uma reunião na próxima semana deve acertar os detalhes da implantação do SAMU regional, que vai contar com uma contrapartida financeira do Estado. “Na próxima quarta ou quinta-feira vamos discutir a viabilidade financeira e quais carências vamos enfrentar na montagem do SAMU regional. Mas o passo inicial já foi dado, o que é mais difícil. O restante vai fluir naturalmente, sem problemas”, assegura Norberto. Poggiali anunciou ontem que o governo do Estado está liberando um novo recurso para investimentos na saúde pública da Região Metropolitana do Vale do Aço, mas não revelou valores. O dinheiro é oriundo do programa Pro-Hosp. “O Estado liberou uma verba adicional, referente ao Pro-Hosp de urgência e emergência para todas as cidades-pólo de microrregiões de Minas Gerais. O recurso é para que os hospitais possam investir no atendimento de urgência e emergência. Este aporte vai complementar ações do SAMU”, informa Poggiali.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário