30 de maio, de 2008 | 00:00

Em Timóteo, a escola agora vai ao estudante

Divulgação


A pedagoga Maria Solangen atendendo à aluna Rafaela Martins, no bairro Alegre
TIMÓTEO - Alunos da rede municipal de Timóteo impossibilitados de freqüentar a escola, contam, desde março, com atendimento especial. Trata-se do projeto de Assistência Pedagógica Domiciliar Temporária – APDT, da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Para requerer o benefício, na Divisão de Ensino, que funciona no Centro Pedagógico Carlos Drummond de Andrade, no Olaria, os pais precisam apresentar laudo médico comprovando a necessidade de acompanhamento domiciliar.O período de afastamento será de, no mínimo, dez e, no máximo, vinte dias. As gestantes têm direito de se afastarem por noventa dias, a partir do oitavo mês de gestação.A Secretaria de Saúde e Assistência Social também participa do projeto, com assistência médica e psicológica. A APDT é regulada pelo decreto-lei federal 1.044, de 21 de outubro de 1969, e também pela deliberação nº 59/2006, do Conselho Estadual de Educação.Todo o trabalho é coordenado pela Divisão de Ensino, que orienta as atividades domiciliares e avalia os resultados obtidos pelos alunos. A coordenadora Márcia Rodrigues esclarece que o projeto é continuado, isto é, veio para ficar. PrefeitoO prefeito Geraldo Nascimento (PT) afirmou que o carinho desse atendimento é essencial, na medida em que propicia a normalidade da vida escolar de quem dele necessita. “É uma felicidade garantir o aprendizado das pessoas que, por algum motivo, estão impedidas de comparecer à escola” – resume.De acordo com a pedagoga Maria Solange Pereira, o trabalho é uma parceria fiel entre quatro partes: Prefeitura, escola, aluno e família, e que se sente realizada nesse novo desafio. “É estimulante, na medida em que contribui, inclusive, na recuperação dos estudantes” – disse.O primeiro atendimento realizado ontem, no bairro Alegre, foi à estudante Rafaela Ayuska Martins Alves, de 12 anos, aluna da 6ª série do IMETT. A mãe de Rafaela, Andréia Martins, disse que o trabalho está sendo uma benção. “Fui lá requerer e hoje estou satisfeita” – disse. Ainda de acordo com Andréia, que tem mais dois filhos, Rafaela ficou satisfeita, pois não queria perder a prova do Enem.   RecantoO estudante Marcos Vinícius, de 15 anos, morador do Recanto Verde, que estuda na Escola Municipal do Limoeiro, disse que o atendimento está muito bom, e que é uma chance que não se pode perder.Para José Francisco de Andrade, pai de Marcos Vinícius e tesoureiro da Associação de Moradores do Bairro Recanto Verde, o trabalho é eficaz. “Tudo aquilo que se faça em nível federal, estadual e municipal, pela educação, é muito importante” – disse.  Para ele, esse trabalho deve ser feito em benefício de todas as pessoas que dele necessitam.  MacucoNo bairro Macuco, João Paulo Fernandes Pereira Gonçalves Neto, de 11 anos, que cursa a 5ª série, no MAMP, com seu jeito de menino esperto, disse que o atendimento está ótimo, mas que está ansioso para voltar a freqüentar a escola. No momento do atendimento ele recebeu a visita de vários amigos, que foram até sua casa para lhe dar uma força. Nathanael, Higor, Vânison e Brener não arredaram o pé da casa de João Paulo, enquanto durou o atendimento.A pedagoga Maria Solange Pereira contou que João Paulo escreveu “A Verdadeira História de Chapeuzinho Vermelho”, que muitas pessoas leram e gostaram. Maria Solange destaca que outros profissionais da educação também colaboram com o APDT, o que reforça o trabalho.Para a mãe do estudante, Edilamácia Fernandes Pereira Gonçalves, o atendimento realizado pela Prefeitura melhora a auto-estima do filho, e garante a continuidade de seus estudos.
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