01 de junho, de 2008 | 00:00

Projeto inclui terapia ocupacional e fisioterapia no ‘Saúde em Casa’

Willian Dias/ALMG


Na audiência, foram exibidos dados que comprovam vantagem da prevenção
DA REDAÇÃO - A participação de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais nas equipes dos programas Saúde da Família (federal) e Saúde em Casa (estadual), além de melhorar o atendimento à população, irá contribuir com a redução dos gastos públicos com internações. Esta foi uma das considerações feitas por representantes das duas categorias profissionais na audiência pública da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, realizada quarta-feira (28). Requerida pela deputada Cecília Ferramenta (PT), a reunião teve o objetivo de debater o Projeto de Lei (PL) 251/07, de sua autoria, que inclui esses profissionais no Saúde em Casa.Na avaliação da representante do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Ingrid Farina, a participação desses profissionais nas equipes do PSF e do Saúde em Casa é fundamental para melhorar a qualidade do atendimento primário. “A presença dos profissionais de fisioterapia e de terapia ocupacional contribui para a redução dos gastos públicos com as internações desnecessárias”, garantiu. Ela citou como exemplo as doenças relacionadas ao trabalho. Conforme Farina, anualmente o Brasil gasta um valor equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) com o tratamento dessas doenças. “Se tivéssemos a presença desses profissionais atuando na prevenção das doenças do trabalho, boa parte desses gastos seriam evitados”, afirmou.Sem custosPor sua vez, o professor da Faculdade de Medicina e de Fisioterapia do Vale do Aço, Fabiano Moreira da Silva, destacou que o Estado não teria custo operacional com a contratação dos profissionais. “Nosso trabalho será feito na casa dos pacientes, não precisamos de sala nem de equipamentos caros”, considerou. O empreendedor público do Saúde em Casa, Fernando Lellis, explicou que a definição de quais profissionais serão contratados é feita na esfera municipal, dependendo principalmente dos prefeitos. “Cabe aos municípios escolher quais os profissionais integrarão as equipes”, afirmou. Vários parlamentares defenderam a aprovação do PL 251/07, com o objetivo de garantir a presença dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais nas equipes de atendimento domiciliar. Cecília Ferramenta destacou que a aprovação da proposição é fundamental para obrigar a contratação desses profissionais.
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