14 de junho, de 2008 | 00:00

Rebeldia e falta de informação dificulta prevenção das DSTs

Divulgação


Pedro Paulo reclama campanhas permanentes
TIMÓTEO - A Prefeitura de Timóteo, por meio do Programa DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids da Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social), promoveu na sexta-feira, 13, uma palestra para os participantes do Projeto Agente Jovem. O evento aconteceu no auditório da PMT. O médico Pedro Paulo Cunha, especialista em DST/Aids, destaca que o objetivo da palestra foi formar pessoas que vão atuar como multiplicadores das informações sobre a prevenção das doenças sexuais junto à sociedade.“A Aids é um assunto de interesse geral e precisamos repassar informações às pessoas que não fazem parte da área de saúde”, comenta Pedro Paulo. O médico explica que uma das tendências da Aids é a precocidade. Foi constatado estatisticamente, no Brasil e no mundo, que jovens entre 14 e 19 anos estão sendo muito inseridos nas condições epidemiológicas da Aids. “Este número continua aumentando, não sei se pela rebeldia dos jovens em não usar a camisinha ou pela falta de informação”, expõe Pedro Paulo. O especialista critica o fato de que normalmente, no Brasil, há muita divulgação sobre a prevenção das DST e Aids apenas no período do Carnaval e no Dia Mundial da Aids. “Depois cessam as informações, parece que a Aids não existe mais”, reclama. A palestra sobre as DSTs contou também com as participações do médico Tasso Carvalho e da psicóloga Mônica Vallone.ExamePedro Paulo destaca a importância de as pessoas sexualmente ativas fazerem o exame para diagnóstico da Aids. Quanto mais cedo a pessoa descobre que tem Aids, mais cedo vai começar o tratamento certo. “Por exemplo, suponhamos que a pessoa demore 10 anos para iniciar a medicação, mas ela vai ficar sob controle de três em três meses. Neste controle vamos ver como está a defesa dela e a carga viral (número de vírus no sangue). De acordo com esta conduta, na hora precisa a gente inicia o tratamento”, esclarece.No caso das mulheres grávidas, a importância é a profilaxia (prevenção) da criança contra o HIV. A comunidade científica descobriu que, quando a grávida toma o medicamento durante a gravidez e a criança também ingere a medicação durante quatro semanas, diminui em 80% a incidência do vírus HIV na criança. Se essa incidência era de 25%, o índice será reduzido para cerca de 0,8%.
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