14 de junho, de 2008 | 00:00

Região na rota da Copa de 2014

Marketing esportivo é debatido por curso de Turismo do Unileste-MG

Bruno Jackson


Mauro Sérgio: “marketing esportivo ainda está engatinhando”
FABRICIANO – A confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 tem gerado expectativas em diversos setores no país. Atento a essa movimentação, o curso de Turismo do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste-MG) promoveu o Fórum de Eventos e Turismo do Leste de Minas Gerais (Foet), cujo tema central foi “Copa 2014 - expectativas e perspectivas para o Vale do Aço”. O evento, no Hotel Metropolitano, contou com a presença de dezenas de estudantes, empresários e profissionais de diversas áreas.A proposta do Foet é pertinente para a região, uma vez que o Vale do Aço tem a pretensão de receber a delegação de algum dos países que disputarão a Copa de 2014, a partir da grande probabilidade de Belo Horizonte ficar como uma das subsedes do Mundial.OportunidadesUm dos convidados para o primeiro dia do Foet foi o administrador e empresário Mauro Sérgio Guimarães, que ministrou a palestra “Marketing esportivo, a caminho do ouro”. Ele ressaltou que a realização da Copa do Mundo no Brasil, que também pleiteia sediar a Olimpíada de 2016, são oportunidades únicas. “Na Copa do Mundo, e dois anos depois na Olimpíada, o país será bombardeado de investimentos na área de transporte, segurança, dentre outros setores. E quem estiver focado, com uma visão holística dessa movimentação, visualizando as oportunidades, vai ganhar dinheiro e retorno institucional”, projetou.Conforme Mauro Sérgio, o marketing esportivo precisa ser impulsionado na região e no país, necessidade ainda mais urgente em virtude da realização da Copa do Mundo em 2014. “No Vale do Aço, como em todo o Brasil, o marketing esportivo ainda está engatinhando. Temos uma carência grande de profissionais na área”, destacou.O empresário está defendendo uma tese de mestrado sobre o assunto e, segundo ele, “não há mais que 50 dissertações sobre o tema, considerando teses de mestrado e doutorado”. “Nos Estados Unidos, por exemplo, deve haver mais de 30 mil dissertações nesta área. Por ano, eles têm em média 500 dissertações-tese focando projetos, experiências e idéias inovadoras na área de marketing esportivo”, comparou Mauro Sérgio. ExigênciasO Vale do Aço ainda precisa receber uma série de investimentos para se candidatar a receber uma delegação na Copa do Mundo, na avaliação de Mauro Sérgio Guimarães. “A região necessita, basicamente, de infra-estrutura. Precisamos ter uma malha rodoviária, aeroviária e ferroviária compatível com o nível do evento. Afinal, se trouxermos uma seleção de grande porte para cá, virão também inúmeros jornalistas, torcedores e curiosos de todo o mundo. E como estas pessoas vão chegar aqui? Em estradas horrorosas como as nossas? Mas isso não é um problema só do Vale do Aço, é nacional. Inclusive, o governo federal está colocando mais de R$ 35 bilhões de investimentos em transporte no país”, observou. “A grande preocupação nossa não é apenas construir estádios, mas também proporcionar uma infra-estrutura de transporte adequada ao tamanho de uma Copa do Mundo”, completou.
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