18 de junho, de 2008 | 00:00

Associação busca verba para casas no Coqueiro

Wôlmer Ezequiel


Marilda: “quatro dos beneficiados morreram à espera de solução para o caso do Coqueiro”
TIMÓTEO – Foi parar novamente na Câmara Municipal o impasse envolvendo 199 famílias que ganharam lotes mas não puderam construir suas casas no bairro Coqueiro, em Timóteo. A secretária da Associação Habitacional, Marilda Reis, ocupou a tribuna da Câmara na segunda-feira para questionar como os vereadores vão tratar no Legislativo a questão habitacional de Timóteo para 2009. A líder comunitária lembrou que cabe aos vereadores definir a destinação de recursos para a habitação, o que pode ser feito por meio de emendas. Também acrescentou que, independentemente de quem for eleito prefeito de Timóteo em 2008, será mantido o movimento para atender à expectativa de direito criada em 2000, quando a área pública foi distribuída às famílias.Marilda Reis lembrou o investimento de quase R$ 1 milhão feito em um alojamento no bairro Alegre, embargado e sem utilização até hoje pelos sem-casa da invasão do Limoeiro. “De prático, em termos de política habitacional, Timóteo só teve o Habitar Brasil no bairro Bela Vista”, reclamou. No entendimento da dirigente da Associação Habitacional do Coqueiro, é preciso empenho dos vereadores para o drama dos sem-casa. “Não é pedir demais em uma cidade que arrecada R$ 160 milhões por ano”, concluiu.EntendaO impasse das famílias do bairro Coqueiro começou em 2000, ao término do governo Anchieta Poggiali (PSDB), quando um grupo de 199 inscritos no programa habitacional do município recebeu os imóveis por meio de um documento assinado pelo prefeito, em que era assegurada a propriedade dos lotes na área. De posse do “Contrato de Cessão de Uso”, as famílias tinham 180 dias para construir suas casas. No ano seguinte, após a posse do prefeito Geraldo Nascimento (PT), as doações foram consideradas irregulares. De lá para cá as famílias vão de um lado para outro procurando o reconhecimento do direito expresso no documento emitido na gestão anterior. Marilda Reis conta que quatro pessoas beneficiadas morreram à espera da solução. “No mais, só tivemos promessas, e a maioria permanece sem lugar para morar”, afirma.A administração municipal mantém o entendimento que as doações de lotes no Coqueiro não têm qualquer validade, pois falta amparo legal no ato do ex-prefeito. Além disso, o governo alega que desde 2006 luta para conseguir recursos junto à Caixa Econômica Federal (CEF), para desenvolver um projeto habitacional na área, que receberia prédios e não casas para atender a uma parte da demanda habitacional do município.
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