02 de julho, de 2008 | 00:00

Paralisação parcial nas escolas estaduais

Wôlmer Ezequiel


Elisabeth garantiu que a paralisação das escolas estaduais será apenas parcial
IPATINGA – Os professores das escolas estaduais vão parar pelo segundo dia seguido nesta quarta-feira, 2. A concentração da categoria será apenas em Belo Horizonte, a partir das 15h, onde os manifestantes realizam ato público. Na terça-feira, 1º, não houve aula em nenhuma escola. Os professores estavam concentrados na organização do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP), que visa aprimorar o aprendizado de alunos em defasagem escolar, com a participação dos pais. A elaboração do PIP será no próximo sábado, em todas as escolas de Minas Gerais, com a participação das comunidades. A paralisação de hoje será a terceira deste ano na rede pública estadual. Conforme Maria Cida de Lima, diretora de formação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), será uma greve de alerta. “Se nossas reivindicações não forem atendidas, aí sim vamos aderir a uma greve por tempo indeterminado. Todas as escolas do estado estão convidadas a aderir à paralisação desta quarta-feira”, afirma Maria Cida, esclarecendo a pauta de reivindicações. “Queremos melhores condições de trabalho, reajuste do piso salarial e melhorias na qualidade do ensino”. De acordo com Cida Lima, o piso de R$ 850 que o governo Aécio Neves alega pagar é ilusório. “Os professores de 1ª à 4ª séries do ensino fundamental estão com um piso salarial menor que um salário mínimo”, afirma. Segundo Elisabeth Anareli, diretora da Superintendência Regional de Ensino (SRE), a paralisação de hoje é apenas parcial. “Todas as paralisações ocorridas este ano têm sido parciais. A de amanhã (hoje) não será diferente. Algumas escolas devem parar pela manhã e funcionar à tarde e vice-versa”, diz Elisabeth.A diretora da SRE informa que a realização do PIP no próximo sábado vai repor as aulas perdidas ontem. Ela avisa, ainda, que os professores que não trabalharem terão desconto em folha. “Os professores que não trabalharem amanhã (hoje) terão o ponto de freqüência cortado”.
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