08 de julho, de 2008 | 00:00

“A maior demanda é o atendimento”

Novo delegado da Receita Federal fala sobre diminuição das filas

Polliane Torres


Arilton de Paula destaca que os serviços oferecidos pela internet podem desafogar o fluxo de pessoas na agência
FABRICIANO – A Delegacia Regional da Receita Federal em Coronel Fabriciano está sob novo comando desde o dia 26 de junho. Quem assumiu o posto é Arilton de Paula, 38, formado em Direito e que foi auditor fiscal da agência por cinco anos, apontado como substituto de Fábio Moreira, transferido para Belo Horizonte. O cargo é comissionado e seu representante é indicado pela Superintendência Regional em BH. Ao assumir a direção do órgão, um dos maiores problemas encontrados por Arilton é a grande demanda de atendimento presencial. Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, o novo delegado falou sobre a necessidade de divulgação dos serviços disponíveis via internet que podem desafogar as filas diárias da agência. Arilton também informou que o Programa Nacional de Educação Fiscal será intensificado no país, inclusive na região.      De acordo com o novo delegado, a agência da RF distribui por dia 196 senhas e realiza 279 serviços, no horário das 11h às 17h, de segunda a sexta-feira. O quadro de funcionários é de 20 pessoas, incluindo estagiários e terceirizados. Mas o número de pessoas na fila poderia ser bem menor se os serviços oferecidos pelo e-CAC no site www.receita.fazenda.gov.br fossem mais utilizados. Divulgar e incentivar o uso dessa ferramenta é o principal desafio de Arilton de Paula no início de sua gestão. “Com a internet é possível ter ganhos para os contribuintes, os contadores e a Receita Federal, porque desta forma alocamos os recursos onde eles realmente são necessários. Quanto maior a fila, maior o número de pessoas envolvidas com atendimento. Então, diminuindo a demanda presencial, conseguimos fazer outros serviços e dar mais agilidade a outras demandas, que são muitas”, declarou o delegado. Agilidade Arilton de Paula disse que os serviços mais procurados na agência são: consulta de situação fiscal, retificação do documento de arrecadação, acesso à impressão de declarações, parcelamento de débitos, pagamentos, rendimentos, cópias de declarações e intimações. Só que muita gente não sabe que todos eles podem ser feitos via internet. O delegado explicou que as empresas podem conceder aos contadores uma procuração que é retirada no próprio site e autenticada no cartório. “De posse da procuração, o contador leva o documento aos atendentes, que incluem o cadastro no sistema. Daí em diante ele pode acessar vários serviços pelo site, evitando as filas”, completou. A agência regional da RF arrecadou, de janeiro a maio deste ano, R$ 206.820 milhões. O órgão atende dez cidades do Vale do Aço. Arilton frisou que, em sua gestão, pretende dar prosseguimento ao trabalho de seu antecessor. “Não pretendo mudar nada. Estou aqui para dar continuidade aos serviços e atender as demandas. Minha função é só gerir os recursos para cumprir a missão da Receita”, comentou.Governo reforça educação fiscalCom o objetivo de mudar a consciência da população sobre sua participação do processo de arrecadação de tributos, o Governo Federal intensifica o Programa Nacional de Educação Fiscal. Arilton de Paula informou que o público-alvo desse trabalho são escolas, contadores e entidades de classe. “Esse é um trabalho da Receita como um todo. No Vale do Aço não será diferente. Vamos intensificar as atividades para mostrar a importância do tributo e do acompanhamento da gestão dos recursos. Acreditamos que se as pessoas começarem a ampliar a conscientização sobre o tributo, o processo de cobrança e gestão é melhorado”, justificou. Segundo Arilton, a consciência fiscal deve ser bilateral. “São poucas as pessoas que têm a consciência de que, ao prestar um serviço ou vender um produto, deve-se tirar recibo ou cupom fiscal para fazer essa alteração. Quem adquire produtos e serviços também precisa ficar atento a isso. Quando o consumidor não tem essa consciência ele compactua com a sonegação, porque o tributo não deixa de ser incluído no preço”, ressaltou.O delegado acredita que a sociedade precisa assumir participação ativa na fiscalização da destinação dos recursos. “A população tem de entender que cada um de nós é responsável por uma parte. Não adianta colocar tudo na mão da Receita Federal. As pessoas precisam ter a consciência de que podem contribuir para que a destinação da arrecadação seja feita da melhor forma. Trata-se de uma conscientização bem ampla. Todo fluxo do dinheiro arrecadado tem que ser observado por toda a sociedade”, finalizou.Polliane Torres
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