27 de julho, de 2008 | 00:00
Ações para frear impactos sociais
Construção de nova usina prevê moradia para operários de outras regiões
Alex Ferreira
Omar Júnior e Rômel Erwin: licenciamento depende de ações para reduzir impactos sociais do empreendimento
PARAÍSO Uma das maiores preocupações da atualidade no Vale do Aço é com a saturação do setor imobiliário e a chegada de trabalhadores para ocupar as vagas que surgirão na construção da nova usina da Usiminas em Santana do Paraíso. A pretensão da empresa, segundo os dirigentes, é que sejam aproveitados pelo menos 60% de mão-de-obra local na fase de construção, que deve ir de 2009 a 2012. Conforme o superintendente-geral da Usiminas, Rômel Erwin de Souza, empregar pessoas da região é uma maneira de atenuar os impactos. Claro que se os 16 mil operários que serão necessários fossem do Vale do Aço, não haveria qualquer pressão sobre os serviços já disponíveis de saúde, educação e segurança pública”, pontua. Diante da expectativa, a saída é apressar os cursos de treinamento e qualificação para garantir que mais pessoas tenham oportunidade de serem inseridas na margem de 60% ou mais de mão-de-obra local a ser aproveitada no empreendimento.AlojamentosAs características da força de trabalho da região levam a diretoria da Usiminas a admitir que haverá a necessidade de recrutar profissionais em outros centros. Mas os dirigentes também garantem que já são planejadas ações para reduzir os impactos sociais dessa movimentação, como a providência de garantir moradia. Serão construídos alojamentos com padrões já estabelecidos de conforto e de convivência”, disse Rômel Erwin. A construção de alojamentos é uma das alternativas para reduzir a pressão e evitar que a demanda excessiva avilte os preços no setor habitacional. No entanto, trata-se de um projeto desafiador, pois a se manter o patamar de 40% de trabalhadores contratados em outras regiões, isso significa que a empresa terá de se preocupar em arranjar moradia para 6.400 mil pessoas por quatro anos.AmbulatóriosPara o atendimento na área da saúde, os alojamentos dos operários da construção da usina em Santana do Paraíso serão equipados com ambulatórios. O objetivo é evitar um crescimento da procura pelos hospitais ou postos de saúde da região, que já operam com sobrecarga na demanda.Segundo Rômel Erwin, os atendimentos mais rápidos serão feitos dentro das áreas dos próprios alojamentos. Somente os casos mais graves seriam levados para os hospitais da região”, explica. Rômel acrescentou que essas são ações que ainda estão em fase de andamento. Para que possamos aprovar esse projeto em nível ambiental, essas questões sociais têm que estar apontadas e com as ações definidas no sentido de reduzir ou praticamente zerar os problemas com o empreendimento”, esclareceu.Expansão terá audiências em Ipatinga e ParaísoO diretor Industrial da Usiminas, Omar Silva Júnior, acrescentou que a empresa promoverá reuniões com as comunidades envolvidas com o projeto. A proposta é que, a exemplo do ocorrido no projeto da coqueria 3, as audiências públicas sejam abertas em Santana do Paraíso e em Ipatinga para as explicações detalhadas sobre os projetos, equipamentos, impactos e ações mitigadoras.O diretor observa, porém, que a maior preocupação é com o período de construção, previsto para 2009 a 2012. Depois de concluída a nova usina serão necessários 3.600 empregados. Esperamos que esse contingente seja da própria região”, afirma. Durante apresentação do detalhamento inicial do projeto em Ipatinga, um dos questionamentos foi em relação à geração de impostos para Santana do Paraíso. Segundo Omar Silva Júnior, a nova usina, com capacidade para 5 milhões de toneladas de placas deve gerar para Santana do Paraíso, em ICMS, R$ 32 milhões anuais. Mas haverá também geração de Imposto Sobre Serviços (ISS) e IPTU. Alex Ferreira
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