31 de julho, de 2008 | 00:00
Sindipa prefere acordo com Usiminas nas perdas do FGTS
IPATINGA A direção do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) vai marcar uma nova assembléia para decidir se aceita a proposta de acordo da Usiminas em face do processo trabalhista que pede o pagamento dos 40% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores que se aposentaram entre 2002 e 2007.Cada aposentado receberia em média R$ 32 mil. O Sindipa representa em torno de 350 trabalhadores nesta ação. Caso a Usiminas perca, terá que desembolsar em torno de R$ 11,2 milhões. Na manhã de ontem, o presidente do Sindipa, Luiz Carlos Miranda, se reuniu com trabalhadores envolvidos na ação coletiva para informar sobre o andamento do processo. Ele informou, ainda, que se reuniu recentemente com Marco Antônio Castello Branco, presidente da Usiminas, que teria proposto um acordo. A Usiminas foi notificada judicialmente para apresentar seus cálculos, pedindo um prazo de 60 dias. Enquanto a empresa faz o cálculo dela, nós fazemos os nossos. Depois que os nossos cálculos estiverem prontos, vamos realizar assembléia com trabalhadores que se aposentaram não só no período de 2005 a 2004, mas até 2001, para apresentarmos os nossos cálculos, confrontando-os com os cálculos da empresa e ver se é possível fazer um acordo ou se vamos esperar o julgamento dos agravos na Justiça do Trabalho em Brasília”, comenta Luiz Carlos. O presidente do Sindipa explica como se originou a ação. Existia uma Resolução do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determinava que, a partir do momento em que um trabalhador entrava com um pedido de processo de aposentadoria, administrativamente ou juridicamente, ele encerrava o contrato de trabalho anterior e iniciava um novo contrato de trabalho. O Movimento Sindical questionou o Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que a solicitação não suspendia a continuidade do contrato de trabalho. Então, o TST revogou a Resolução e estabeleceu que o vínculo empregatício é único. Alguns trabalhadores que se aposentaram no período de 2004 a 2005 na Usiminas receberam o referente ao primeiro contrato de trabalho que a empresa entendia lhe dever. A empresa não quis negociar, então ajuizamos uma ação como substituto processual”, esclarece Luiz Carlos Miranda.O Sindipa já venceu o processo em duas instâncias. Primeiro na Junta de Conciliação e Julgamento de Coronel Fabriciano (JCJ), depois no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG), com o agravo feito pela Usiminas ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), já em fase de cálculo. José Magalhães da Rocha, 49 anos, que se aposentou na Usiminas em 2006, aprova o acordo. Estou otimista e sou a favor do acordo para agilizar o processo, que garantirá que o nosso dinheiro saia mais rápido”, declara.
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