09 de agosto, de 2008 | 00:00
Salário baixo tira médicos das vagas na saúde pública
TIMÓTEO O serviço público de saúde de Timóteo permanece com dificuldade para o preenchimento do quadro de especialistas para o atendimento à população. A confirmação é do secretário de Saúde, José Fernando Moreira Peixoto. Segundo explica, foi realizado um concurso público recentemente, mas vagas para especialidades como otorrino, oftalmologia, psiquiatria, ortopedia e ginecologia obstetrícia ou não apareceram candidatos ou os aprovados não tomaram posse. Houve o concurso, mas continuamos com a precariedade no quadro da Secretaria de Saúde e não temos condições legais de contratar sem concurso público”, explica o secretário.Uma das causas da dificuldade no preenchimento do quadro com especialistas em Timóteo é atribuída pelo secretário aos baixos salários pagos pelo município. No entendimento de José Fernando, trata-se de uma situação que só encontrará solução em médio prazo. Estamos engessados pela legislação, que é dura em relação à contratação sem concurso, e pior ainda, por causa do período eleitoral que vivemos”, conclui. O edital do concurso público 01/2007, lançado em 27 de fevereiro de 2007, previa a contratação de 50 especialistas entre alergista, cardiologista, cirurgião geral, dermatologista, ginecologista, oftalmologista, ortopedista, otorrinolaringologista, pediatra, psiquiatra e urologista com a remuneração de R$ 16,80 por hora trabalhada. A carga de trabalho deveria ser 90 horas/mês, em troca do salário bruto de R$ 1.512,00 ao profissional. Em outros municípios da região, médicos especialistas recebem salários superiores a R$ 2.200 mensais por uma carga horária semelhante.
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