14 de agosto, de 2008 | 00:00

Nova expectativa sobre gasoduto

Anúncio do governo prevê recursos para lote Ouro Branco/Belo Oriente

Divulgação/Gasmig


Construção do gasoduto Brumadinho-Nova Lima
IPATINGA – O anúncio de investimentos da ordem de R$ 1,771 bilhão para a construção da rede de gasodutos da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) reabre expectativas de chegada de um ramal do gasoduto ao Vale do Aço. Desse montante a Gasmig deve investir R$ 771 milhões, e a Petrobras, sócia da empresa de gás mineira, R$ 1 bilhão até 2009. O anúncio foi feito pelo governador Aécio Neves (PSDB) na terça-feira, 12, durante evento que marca o começo das obras de outro gasoduto da Petrobras, ligando Paulínia (SP) a Jacutinga (Sul de Minas), e ainda a  duplicação do gasoduto Rio-Belo Horizonte (Gasbel). O gasoduto para servir ao Sul de Minas, com 110 quilômetros de extensão, está orçado em R$ 150 milhões, com capacidade para oferecer 873 mil metros cúbicos de gás. Além deste projeto a Gasmig constrói o gasoduto Brumadinho-Nova Lima, para atender à nova usina de pelotização de minério de ferro da Vale (antiga MBR). A obra deve ser concluída em outubro próximo. Também foram confirmados investimentos no Gasoduto Vale do Aço. Segundo a Gasmig, o projeto receberá R$ 521 milhões. O ramal terá 280 quilômetros de extensão e sua primeira etapa, entre São Brás do Suaçuí e Ouro Branco, já está concluída. A assessoria de imprensa da Gasmig informa que o edital do segundo lote da obra deve ser lançado nos próximos meses. O projeto prevê a interligação Ouro Branco/João Monlevade e Belo Oriente, no Vale do Aço, para abastecer as indústrias siderúrgicas e de celulose. No trajeto do gasoduto estão empresas como a Novelis, em Ouro Preto, ArcelorMittal Aços Longos, em João Molevade, ArcelorMittal Inox, em Timóteo) e Usiminas, em Ipatinga. Todas já confirmaram interesse na compra do gás natural. AtrasoA Gasmig explica que, em 2004, a Cemig e a Petrobras assinaram acordo para viabilizar a participação da Gaspetro no capital da Gasmig. Os investimentos atuais são resultados desse acordo, que previa a ampliação do mercado de gás natural em Minas Gerais por meio da expansão dos gasodutos de transporte e distribuição, para levar o gás às regiões do Vale do Aço, Sul e Triângulo Mineiro.A Cemig vendeu 40% do capital social da Gasmig à Gaspetro, por R$ 144 milhões, com o compromisso de a Petrobras construir os gasodutos de transporte e Gaspetro de aportar, juntamente com a Cemig, recursos necessários para a construção dos gasodutos de distribuição. Uma tentativa frustrada de usar recursos da iniciativa privada foi a causa do atraso nos projetos. O ramal Vale do Aço, por exemplo, tinha previsão de chegar à região em 2008. OrigemO gás natural utilizado no Brasil, atualmente, representa uma mistura de 48 milhões de metros cúbicos produzidos no país. Outros 30 milhões são adquiridos da Bolívia. O gás boliviano chega ao Brasil e é injetado no sistema integrado de abastecimento. O gás utilizado no Sul de Minas e no ramal Vale do Aço sai da Refinaria de Duque de Caxias (Reduq), no Rio de Janeiro, e chega a Minas Gerais pelo ramal da Gasbel.
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