20 de agosto, de 2008 | 00:00
BC prepara extinção de duas cooperativas no Vale do Aço
IPATINGA Edital publicado ontem pelo Departamento de Organização do Sistema Financeiro, do Banco Central (BC), comunica o cancelamento da autorização de funcionamento da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Industriais do Setor Metal-Mecânico do Vale do Aço (Cooperaço), com sede em Ipatinga. Na mesma publicação, o BC também divulga a intenção de cancelar a autorização de funcionamento da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Comerciantes de Confecções do Vale do Aço, que tinha sede em Coronel Fabriciano. No caso da Cooperaço, de Ipatinga, o último administrador da entidade, Álvaro Espíndola Filho, conta que a instituição deixou de existir há cinco anos. Segundo o empresário, a cooperativa estava endividada e foi tirada de circulação pela Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais (Cecremge). Fora do sistema bancário, não havia mais como a Cooperaço funcionar”, conclui Álvaro Espíndola.O ex-administrador conta que muita gente pegou dinheiro na Cooperaço e não pagou. Até hoje tramitam na Justiça ações de cobrança envolvendo cerca de 60 devedores. A dívida a ser recebida passa de R$ 1,1 milhão. A Cooperaço foi criada para atender o pólo metal-mecânico, mas as empresas do setor não se interessaram pelo negócio. Assim, a cooperativa passou a fazer empréstimos para comerciantes, outros setores da indústria e até a empreendedores da construção civil”, explica. No entendimento de Álvaro, muita gente agiu de má- fé na utilização do crédito. Como também faltava experiência por parte de quem coordenava a cooperativa, a situação ficou insustentável”, afirma o ex-administrador. Com a falência da Cooperaço, 12 antigos sócios entraram na Justiça e aguardam até hoje reaver o dinheiro aplicado na instituição. A Cecremge detém cerca de R$ 200 mil depositados em uma conta especial e, se os devedores pagassem o que devem, sobraria dinheiro”, completa Espíndola. O ex-administrador também avalia que, atualmente, os critérios mudaram e, dificilmente, a Cecremge permitiria a abertura de uma cooperativa sem treinamento de pessoal e maior rigor na concessão de crédito.
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