24 de agosto, de 2008 | 00:00

“Apostar na mudança significa a retomada do desenvolvimento”

Celinho do Sinttrocel (PDT) - Coligação “Frente Fabriciano Pela Vida” (PDT, PMDB, PPS, PRTB, PMN e PSB)

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José Célio Alvarenga, o Celinho, 48 anos, nasceu em Coronel Fabriciano, mora e trabalha no município. É casado, tem 3 filhos e uma neta. Como sindicalista, marcou a história do Sinttrocel, tornando-o um dos sindicatos mais fortes do Estado e uma referência na prestação de serviços de saúde e lazer para a população do Vale do Aço. O ex-prefeito Paulo Almir Antunes é o candidato a vice na Coligação Frente Fabriciano Pela Vida. A saúde pública sempre teve gargalos históricos. Demanda elevada por atendimento de especialidades, fornecimento de medicamentos e ampliação do PSF. O que seu plano de governo prevê para a área?Vamos prover os postos de saúde com equipamentos modernos e profissionais de acordo com a demanda de cada unidade, para humanizar o atendimento. Eliminaremos o agendamento de consultas que tanto penaliza a população. Será fundamental a Saúde Preventiva, principalmente por meio da ampliação e universalização do Programa de Saúde da Família (PSF) que hoje atende a apenas 13% do município. A falta de diálogo entre o governo Aécio Neves e o atual prefeito prejudica a vinda de recursos e vamos mudar isso.Queremos informatizar as unidades de saúde promovendo a interligação entre elas via intranet, criar o serviço de internação domiciliar, além do Centro de Controle de Zoonoses e construir o pronto atendimento 24 horas. Faremos ainda a pressão necessária para a integração da Região Metropolitana para conquistarmos o Samu. Vamos elaborar o Plano de Cargos e Salários para todos os serviços, incluindo a produtividade para os profissionais de Saúde que alcancem as metas pactuadas pela Gestão.Garantir que a educação pública tenha qualidade suficiente para formar cidadãos preparados para a vida e o trabalho tornou-se um desafio para os administradores. Qual sua proposta para a educação?O nosso desafio é uma proposta educacional democrática para todos de fato e de direito. Vamos priorizar a educação infantil adotando progressivamente o atendimento em tempo integral. Queremos criar a rede de creches públicas, unificando critérios de acesso e qualidade e ampliar o atendimento às crianças de 4 e 5. No ensino fundamental, que tem um dos piores índices do Estado, precisamos assegurar a elevação do desempenho dos alunos, com a implantação de um programa de intervenção pedagógica. Hoje temos um índice assustador de quase 30% de repetência nas 7ª e 8ª séries e precisamos acabar com isso, através da implantação de projetos que erradiquem a evasão e a repetência escolar. Queremos democratizar a gestão escolar, desenvolver a capacitação dos gestores, consolidar os conselhos escolares e os fóruns setoriais de educação. Vamos garantir o piso salarial do magistério em 2009 de acordo com a lei federal e promover a valorização dos profissionais da educação para tirarmos de Fabriciano o estigma de oferecer a pior educação da região.Como é sua proposta de gerenciamento do transporte e trânsito?Estas são questões que deverão ser detalhadas no Plano Diretor do município que até hoje não foi concluído e aprovado pela Câmara Municipal ou apresentado à população, ignorando os prazos legais. Precisamos saber como organizar o crescimento da cidade, planejar uma política de engenharia de trânsito, com sinalização para pedestres, ruas e logradouros. Temos de trabalhar por um transporte para que o cidadão tenha segurança em deixar seu carro em casa. Investiremos na construção de ciclovias, privilegiando o transporte alternativo. Temos como meta a criação de alternativas viárias do Sílvio Pereira II ao Caladinho e retomar o debate sobre a Estrada da Amizade. Vamos ainda respeitar a conquista da gratuidade no transporte público para idosos e portadores de necessidades especiais, além de negociar com as concessionárias do transporte público mais qualidade e segurança na prestação do serviço.A demanda habitacional é uma realidade que os planos convencionais não resolvem e a população carente depende de subsídios para o acesso à habitação. Como vai tratar essa questão?O último investimento em habitação popular resultou nos bairros Sílvio Pereira I e II e nunca mais se planejou nada neste sentido. Vamos incluir a cidade nos programas de habitação do Governo Federal. Fabriciano tem muitas áreas de risco e precisamos investir na urbanização destes aglomerados urbanos para garantir melhor qualidade de vida para a população. Com a implementação do Plano Diretor vamos regulamentar leis importantes como a do uso e ocupação do solo, promover a regularização da posse e organizar a expansão da cidade.Historicamente, Coronel Fabriciano sempre se considerou à margem do crescimento econômico do Vale do Aço. Como conduzirá a política de desenvolvimento neste novo momento de investimentos da indústria regional?O município de Coronel Fabriciano sofreu e sofre até hoje as conseqüências do isolamento político, arcando com os custos da proximidade da concentração urbana, sem, entretanto, ter em contrapartida os benefícios fiscais e de investimentos das empresas instaladas na região. Temos de retomar o diálogo, a união de forças para podermos avançar não só no crescimento, como do desenvolvimento social. Precisamos das parcerias para qualificar a mão-de-obra dos trabalhadores, jovens e adultos para que possam competir no mercado de trabalho em expansão. Por que votar em Celinho?Votar em Celinho é apostar na mudança. E essa mudança significa a retomada do desenvolvimento, porque nos últimos anos a cidade tem sido governada no “mais ou menos”. É preciso inserir Fabriciano no contexto da Região Metropolitana, não podemos mais ficar isolados do desenvolvimento regional porque o administrador não conversa com o prefeito da cidade vizinha,  briga com o governador do Estado, briga com todo mundo. A cidade recebeu R$ 30 milhões em recursos do Governo Federal, sendo o prefeito do mesmo partido do presidente. Por que então Ipatinga recebeu cinco vezes mais (R$ 150 milhões) e o prefeito é de outro partido? É porque não há representatividade política, não há diálogo. E é isso que queremos: fazer as parcerias certas que tragam o desenvolvimento.
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