04 de setembro, de 2008 | 00:00

Grevistas em negociação

Paralisação na rede estadual atinge 50% em Ipatinga

Wôlmer Ezequiel


Reni: “esperamos chegar a um acordo em reunião de negociação, segunda-feira, com o governo do Estado”
IPATINGA - Uma carreata de trabalhadores em educação da rede estadual de ensino percorreu ontem à tarde os bairros Bom Jardim, Cidade Nobre, Canaã, Canaãzinho, Caravelas, Veneza I e Centro. Carregando faixas, cartazes e usando um carro de som, os profissionais da educação, que completavam ontem sete dias de greve, denunciaram a precariedade de funcionamento das escolas mineiras e dificuldades para negociar com o governo estadual melhorias salariais e assistência à saúde.Em Ipatinga, a diretora do Sind-UTE, Reni Batista, estima que a paralisação já atinja, parcialmente, 15 das 24 escolas da rede estadual de ensino. “Nessas escolas, alguns professores aderiram ao movimento grevista e outros não”, explica. Após oito dias de paralisação, completados hoje, está marcada para a próxima segunda-feira, 8, audiência na Secretaria de Estado de Educação. A expectativa do Sind-UTE é que na reunião seja apresentada a contraproposta do Estado para as reivindicações dos trabalhadores em educação. “Esperamos respostas para não estender essa greve por muito tempo. Até lá, o movimento continua. Queremos que o governador nos respeite e nos receba na audiência com disposição de negociar”, afirma Reni Batista. A mobilização do movimento grevista está centrada em torno de três questões: atendimento do piso profissional nacional, de R$ 950, melhoria da estrutura das escolas e atendimento à saúde do profissional da educação. “Em relação ao piso salarial, já temos as tabelas para a aplicação, e isso nós vamos negociar na audiência de segunda-feira”, pontua. Salário A remuneração do profissional da educação é feita por meio de uma tabela que, no caso do professor de nível médio, tem um vencimento básico de R$ 336. A esse valor são acrescidas vantagens como biênio, triênio, qüinqüênio e pó-de-giz. Os benefícios são acumulados por benefício, por merecimento ou tempo de trabalho. “Juntam tudo isso e o salário daquele professor, que não chega a R$ 850, recebe uma Parcela Complementar Remuneratória (PCRM). O que nós reivindicamos é que piso seja de R$ 950. Esse é o valor que deve ser a base para os cálculos no requerimento da aposentadoria”, conclui Reni Batista. Em relação à reposição das aulas perdidas com os dias de paralisação pela greve, a definição ocorre na negociação que antecede o fim da greve. A paralisação parcial, que na avaliação do Sind-UTE já chega a 50% das escolas da rede estadual, será avaliada em assembléia-geral hoje, às 15h, no pátio da Assembléia Legislativa de Minas.Alex Ferreira
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