09 de setembro, de 2008 | 00:00

Apagão telefônico causa prejuízos

Telefones ficaram mudos e internet saiu do ar por mais de oito horas

Fotos: Wôlmer Ezequiel


Herbert deixou de fazer vendas com cartões
IPATINGA – O Vale do Aço e várias cidades da região no entorno ficaram parcialmente incomunicáveis no sábado. Em uma época em que as relações pessoais, negócios e até a escola estão fortemente vinculados à tecnologia da informação, a pane ocorrida no sábado mostra o quanto a sociedade se torna refém da própria tecnologia que ela cria. Em um verdadeiro “apagão” saíram do ar pelo menos duas operadoras de telefonia celular, a operadora de telefonia fixa e todo o sistema de internet, discada e banda larga. O problema começou sábado, no começo da tarde, e os serviços só foram restabelecidos por volta das 21h. No domingo, usuários de internet ainda reclamaram dos efeitos, ao verificarem que a navegação estava mais lenta do que o normal.   O balconista de farmácia Hebert Gonçalves Pinto disse que deixou de realizar vendas nos cartões de crédito e de débito sábado à tarde, por causa do “apagão” na telefonia.  Além disso, entregas deixaram de ser feitas por falta de contato telefônico. “O pior de tudo é que não houve explicação da empresa de telefonia sobre o problema que a gente enfrentou”, reclama.O técnico em automação e redes de alarme Fernando Rocha vê uma gravidade ainda maior no apagão telefônico. “Não conseguia falar com ninguém pelo telefone celular nem pelo fixo. No campo profissional, o cliente que tem uma empresa com a comunicação de dados de segurança pela operadora Oi ficou desprotegido em caso de invasões enquanto o sistema permaneceu fora do ar”, avalia. PrejuízosEm pleno pico da campanha eleitoral, as gráficas trabalham dia e noite para atender a demanda própria desse período. O proprietário de gráfica Altair Araújo disse que foi apanhado de surpresa pelo apagão, ao ficar sem contato com os clientes. “Sábado à noite clientes foram à minha casa em busca do material impresso de que precisavam de forma urgente”, explica. Altair também lamenta a falta de explicações sobre as causas do apagão.

Altair: sem contato telefônico com clientes
Na mesma situação de outros profissionais do comércio, a balconista Raquel Domingos Finamura disse que deixou de fazer vendas sábado à tarde por causa do sistema de cartões fora do ar. “Tive que fazer notinha porque abri medicamento para um cliente que iria pagar utilizando o cartão de crédito. Até fecharmos, às 20h, o sistema não estava restabelecido. Perdemos vendas e entregas com a falha”, afirmou.Rompimento de fibra ótica gerou interrupçãoNo fim da tarde de ontem, a assessoria de imprensa da Oi informou que um acidente causado por terceiros resultou no rompimento de um cabo de fibra ótica da companhia entre as cidades de Ipatinga e João Monlevade. Segundo a nota, esse incidente, no fim da manhã de sábado, atingiu os serviços de telefonia móvel e fixa. “Equipes técnicas foram mobilizadas e os serviços normalizados ainda na noite de sábado”, afirma a nota. A comunicação entre o Vale do Aço, Belo Horizonte e outras cidades é feita por meio de um cabo subterrâneo de fibra ótica que margeia a BR-381. Essa não é a primeira vez que danos ao equipamento provocam o apagão telefônico no Vale do Aço. Desta vez, a operação de uma retroescavadeira que fazia trabalho de sondagem nas proximidades de João Monlevade provocou o rompimento do cabo.Por causa do “apagão” na internet, o site do jornal DIÁRIO DO AÇO não pôde ser atualizado no domingo. Embora a Oi tenha informado que seus serviços voltaram a operar no sábado a noite, só nesta segunda-feira o sistema foi recuperado para a edição online do jornal.Alex Ferreira
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