21 de setembro, de 2008 | 00:00

Lumar comercializa produtos na Índia


Marcelo Silva Duarte (C), diretor-presidente da Lumar, com empresários indianos
A Lumar está instalada em Santana do Paraíso há dez anos e, ao longo deste período se consolidou nos mercados nacional e internacional como um dos mais respeitados fornecedores de equipamentos siderúrgicos. E agora dá mais um importante passo rumo à internacionalização de seus produtos, passando também a exportar para a Índia.Como uma das empresas de referência regional, o Jornal DIÁRIO DO AÇO procurou a Lumar na pessoa do seu diretor-presidente, Marcelo Silva Duarte, para falar sobre o crescimento da empresa e de projeções futuras para a Região Metropolitana do Vale do Aço.DIÁRIO DO AÇO: A que o senhor atribui o sucesso da Lumar?Marcelo: Atribuo à associação de alguns fatores, como: criação de uma cultura interna voltada ao desenvolvimento pessoal, busca constante por conhecimento, investimentos contínuos em tecnologia, nos tornando competitivos frente aos nossos concorrentes, respeito por nossos funcionários e, principalmente, acreditar que somos capazes.DIARIO DO AÇO: Qual a importância das exportações para a Lumar?Marcelo: Hoje exportamos para 15 países e nossos produtos são bem aceitos nos mercados nacional e internacional devido à sua qualidade e boa performance comparada com nossos concorrentes do Brasil e do exterior. Beneficiamo-nos dos projetos de incentivo à exportação, desenvolvidos pelos governos federal e estadual, que reduzem a carga tributária dos produtos, bem como facilitam a importação de equipamentos de alta tecnologia.  Não só nos beneficiamos com aumento de receita, mas beneficiamos também nosso país fazendo parte das empresas que contribuem para o superávit da balança comercial.DIÁRIO DO AÇO: Por que o mercado indiano?Marcelo: Países como Brasil, Índia, China, entre outros, estão se destacando com grandes investimentos no setor siderúrgico. Setor este que atuamos diretamente como fornecedores de tecnologia e produtos. Já tínhamos um canal aberto de exportação de produtos para Índia através de terceiros, porém, bem abaixo do potencial do mercado indiano. Com a implantação de novas plantas siderúrgicas na Índia, decidimos que era a hora de fornecer tecnologia a estas empresas e firmar contratos diretos de fornecimento, aumentando a nossa participação neste mercado. Ficamos satisfeitos com a receptividade do povo indiano com a nossa empresa e da satisfação das empresas que já utilizavam nossos produtos. DIÁRIO DO AÇO: Quais as projeções futuras para Lumar?Marcelo: No mercado nacional estamos bem posicionados, pois estamos presentes em todos os grandes grupos siderúrgicos, que também se encontram num bom momento. Várias plantas siderúrgicas estão sendo criadas do zero, a exemplo da Usiminas, onde fomos presenteados com uma nova usina em Santana do Paraíso. Esta usina será de extrema importância para nossa cidade, colocando-nos em pé de igualdade com Ipatinga e demais cidades da Região Metropolitana, distribuindo melhor a renda e diminuindo a diferença social regional.No mercado internacional, estamos finalizando nosso escritório comercial em Atlanta, nos EUA, e estudando a viabilidade de novos escritórios na Ásia e Europa.

Lumar dá mais um passo rumo à internacionalização, exportando para a Índia
Em Santana do Paraíso fundamos o Instituto Lumar, onde atuamos em projetos sociais voltados à comunidade. Em parceria com empresas sérias, a partir de novembro iniciaremos cursos profissionalizantes aos jovens de Santana do Paraíso. Vamos capacitar nossos jovens para o mercado de trabalho, cada vez mais competitivo.Temos a visão de que inserindo estes alunos profissionalizados no mercado de trabalho contribuiremos também com o município, pois terão a chance de aumentar a renda familiar, promover melhor qualidade de vida e, conseqüentemente, fortalecer o comércio local. DIÁRIO DO AÇO: Estamos num processo de eleição e sabemos que seu irmão é um dos candidatos em Santana do Paraíso. Como você avalia este fato?Marcelo: Márcio está fazendo parte do processo político de Santana do Paraíso e estou muito satisfeito por isto. Gostamos e acreditamos muito em Santana do Paraíso, fato este que nossa família apostou e aposta todas as fichas no crescimento da cidade. Chegamos a Santana do Paraíso frente à sua emancipação e fomos muito bem acolhidos, onde sempre digo: “Eu não nasci em Santana do Paraíso, mas nasci com Santana do Paraíso”.  Orgulho-me muito disto.Acredito que Márcio tem condições de ser um bom governante, pois Santana do Paraíso está precisando muito de uma administração voltada para as necessidades sociais locais. Já viajei por boa parte do nosso Brasil e alguns outros países, e é difícil ver uma cidade com tantas belezas naturais a serem exploradas e divulgadas. Com uma administração séria dos recursos da cidade, seremos modelo.Já me coloquei à inteira disposição do meu irmão Márcio para contribuir no que for preciso para este próspero futuro de Santana do Paraíso.DIÁRIO DO AÇO: Você vê a possibilidade de implantação de novas empresas em Santana do Paraíso?Marcelo: Sim, mas necessitamos de projetos que visem dar condições a novas empresas se instalarem no município, porque mesmo com amplo espaço territorial e com excelentes condições topográficas, várias empresas já tentaram se instalar em Santana do Paraíso sem obter êxito. Nosso único distrito industrial foi implantado quando ainda pertencíamos a Mesquita e, desde então, pouco foi feito para incentivar a vinda e a manutenção destas empresas na nossa cidade.Com a vinda da Usiminas, certamente novas empresas se interessarão em se instalar no município. Cabe à administração estar preparada para este novo cenário.
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